Gamescom 26 – As nossas impressões
A edição de 2026 da Gamescom trouxe mais uma vez a sua receita habitual de espetáculo, luz, cor, muitos jogos novos, e um público mais que entusiasmado para ver o que de novo se está a fazer na indústria dos videojogos. De acordo com a organização, este ano o maior evento mundial dedicado aos videojogos teve um total de 368 mil visitantes oriundos de 131 países, mais de 36 mil visitantes da indústria, e 1 743 stands representando entidades de 66 países, um novo recorde onde se incluem ainda 48 stands nacionais representando 41 países (entre os quais, uma representação nacional portuguesa pelo terceiro ano consecutivo) num espaço total de 233 mil metros quadrados. 72% dos stands representavam entidades internacionais, o que confirma mais uma vez o carácter global da Gamescom. A inauguração oficial contou com a participação de Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, e o presidente federal da Alemanha, Frank-Waler Steinmeier, também pessou pelo recinto e fez uma visita à zona dos jogos “indie”.

O palco no stand da Nintendo recebeu competições durante todos os dias abertos ao público
Depois de uma Opening Night Live no dia 25 de agosto que trouxe alguns anúncios muito interessantes de jogos para a Nintendo Switch 2, dos quais destacamos 1001 Threads of Mizan, Mega Man: Dual Override, The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered, LEGO Skylines, Mewgenics, The Sinking City 2, The Wolf Among Us – Remastered, Worms: Galactic Tactics, e Final Fantasy VII: Revelation, o que experimentámos em Colónia acabou por ficar talvez um pouco aquém das expectativas no que diz respeito às produções da Nintendo numa altura em que a Switch 2 cumpre pouco mais de um ano de mercado com números muito saudáveis, ainda que algumas das experiências tenham sido bastante positivas.
O stand da Nintendo estava localizado, como é habitual, no pavilhão 9 da Koelnmesse, um dos onze pavilhões ocupados pela Gamescom. A grande estrela foi Nintendo Switch Sports Resort, que atraiu muita gente para experimentar algumas das suas novas modalidades. A nossa impressão foi bastante boa, e se os jogos anteriores servem de exemplo, vamos ter aqui um grande sucesso de vendas. Por outro lado, esta foi a única novidade da Nintendo em demonstração, já que outros jogos no stand – Starfox, Splatoon Raiders, Yoshi and the Mysterious Book, Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition, e a compilação Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 – já se encontram disponíveis há algum tempo. Não houve qualquer sinal de Fire Emblem: Fortune’s Weave, nem do “remake” de Ocarina of Time, tampouco de Pokémon Winds and Waves. Vamos, muito provavelmente, ter de esperar pela próxima Nintendo Direct para saber mais.

Alguns êxitos recentes da Nintendo, como Starfox e Pokémon Pokopia, também foram bastante populares.
As outras novidades no stand da Nintendo eram assim jogos de produtoras externas, e cujas impressões já aqui publicámos nos últimos dias: 007 First Light; Call of Duty: Modern Warfare 4; EA Sports FC 27; Metaphor: ReFantazio; Minecraft for Nintendo Switch 2; Minecraft Dungeons II; e Orbitals. São jogos que nos impressionaram pela positiva, embora tenhamos algumas críticas a apontar e que podem ser lidas nas respetivas impressões. O stand da Nintendo contou ainda com uma série impressionante de figuras Pokémon construídas em LEGO que fizeram as delícias dos mais pequenos, e com o habitual palco central onde decorrem competições bastante animadas de Mario Kart World ou de Super Mario Bros. Wonder.

Nintendo Switch Sports Resort recebeu muita atenção do público
Uma das surpresas positivas foi constatar que no stand da Capcom, era possível experimentar Onimusha: Way of the Sword na sua versão para a Switch 2. O jogo impressionou pela qualidade que mostrou, sobretudo no combate, e certamente vai deixar as suas marcas. Enquanto isso, os jogos “indie” continuam a mostrar a sua criatividade e originalidade, longe dos critérios rigorosos dos grandes nomes e dos seus jogos AAA. Entre os jogos “indie” que experimentámos para a Switch/Switch 2 destacamos The Witch’s Bakery, Fallosophy e Sniper Dan, três obras muito diferentes, mas que se destacam bastante pela positiva. Pudemos ainda entrevistar dois responsáveis pelo desenvolvimento de MOUSE: P. I. For Hire da Fumi Games, o que resultou numa conversa muito interessante sobre a sua direção artística e os desafios de desenvolver um jogo para a Switch 2.

Charizard em LEGO
Por outro lado, a edição deste ano da Gamescom ficou ainda marcada pelo roubo de equipamento de algumas produtoras “indie”, que constataram que os seus computadores (alguns deles com o trabalho de anos nos discos rígidos) tinham desaparecido durante a noite, o que deixa um sinal bastante negativo à organização que não foi capaz de garantir a segurança das ferramentas de trabalho de alguns visitantes. A solidariedade de visitantes e de outras produtoras e distribuidoras foi imediata, mas esperamos sinceramente que este tipo de coisa não volte a acontecer, sob o risco de afugentar produtoras independentes.

Uma pequena amostra da sempre popularíssima zona dos “indies”
A nota global em relação ao que observámos para os sistemas Nintendo é assim positiva, mas… teria havido espaço para fazer um pouco mais. Seja como for, ficámos com muito boas impressões de alguns dos novos jogos em exibição, e estamos desejosos que cheguem ao público. Esperamos voltar a marcar presença na edição de 2027, com um alinhamento extraordinário para a Nintendo Switch 2.

Corredor central da Koelnmesse durante a Gamescom 26

Apreciador de jogos de outras épocas, não diz que não a uma boa obra dos nossos tempos. Diz-se que é por ele que passam os textos antes da publicação, o que significa que é uma espécie de boss final da escrita para os outros membros da equipa.

