Gamescom 26 – The Witch’s Bakery
Quem passasse pelo jogo The Witch’s Bakery para Nintendo Switch na Indie Arena Booth da Gamescom 26 poderia por um breve instante pensar que se trata de um jogo de culinária, mas isso é apenas uma parte da experiência. Este jogo do estúdio francês Sunny Lab é na verdade um RPG 2D com uma componente de aventura que apresenta algumas semelhanças com a série Persona (não é o primeiro jogo que experimentámos nesta Gamescom a partilhar essas semelhanças) no sentido em que a jogabilidade e as tarefas encontram-se organizadas ao longo de vários dias, as nossas atividades consomem tempo, e também temos uma forte componente de interação com outras personagens.
Em The Witch’s Bakery a nossa protagonista é (sem surpresas) uma bruxa, de nome Lunne, que recupera uma velha padaria no bairro de Montmartre em Paris, um dos locais mais turísticos da já de si muitíssimo turística capital francesa. De acordo com Charlotte Gailledreau e Hugo Sahuquet da Sunny Lab, que se encontravam presentes junto ao jogo na Indie Arena Booth, esta aventura decorre num mundo de fantasia integrado no nosso quotidiano, onde bruxas como Lunne fazem parte de um dia-a-dia reconhecível de todos nós. Já o assistente da nossa bruxa, que assume o formato de um gato voador (mas não é), parece ser visível apenas para pessoas com certos poderes.

Uma parte da jogabilidade consiste, como já vimos, em gerir a padaria e servir baguetes, croissants e pão com chocolate a clientes (ou ‘chocolatine’, é possível escolher o termo a utilizar dependendo da região de França de onde se é originário) depois de termos ajudado a fazer a massa. Mas The Witch’s Bakery tem ainda uma dimensão da sua jogabilidade com uma vida muito própria. A nossa protagonista tem o poder de compreender as emoções das pessoas com quem se cruza, e com base nisto vai poder compreender qual o melhor artigo para aquele cliente naquele momento consoante as emoções que aquela pessoa estiver a sentir. O jogo inclui também momentos em que vamos ter de interagir com as emoções das pessoas através de minijogos, e encontram-se casos em que estas são difíceis de descortinar e apresentam contornos inesperados. Além disto, vamos ainda visitar lojas e ateliês, comprar objetos para a decoração da padaria, e estabelecer relações com outras personagens (incluindo outras bruxas e o velho professor da nossa protagonista), tudo isto com um ciclo de tempo que avança durante as nossas atividades.
O jogo final promete uma experiência de cerca de 15 horas e pelo que foi possível apurar na Gamescom 26, embora alguns dos diálogos sejam um pouco longos, trata-se de um jogo motivante e interessante para quem goste destas mecânicas. Nota muito positiva também para a direção artística, os cenários urbanos por onde passamos são belíssimos de ser ver e no final de cada dia, é possível observar uma vista noturna de Paris que enche o olho – pode não desempenhar nenhuma função aparente na jogabilidade (pelo menos por agora), mas foi uma boa decisão incluir este momento.
The Witch’s Bakery chega à Nintendo Switch no dia 14 de outubro.

Apreciador de jogos de outras épocas, não diz que não a uma boa obra dos nossos tempos. Diz-se que é por ele que passam os textos antes da publicação, o que significa que é uma espécie de boss final da escrita para os outros membros da equipa.

