ArtigosSwitch 2

Os 12 melhores jogos do primeiro ano da Nintendo Switch 2

A Nintendo Switch 2 faz hoje, 5 de junho de 2026, um ano. E poucas estreias de consola encheram tão depressa um catálogo de bons motivos para a ligar. Houve exclusivos de arranque a exibir o músculo do novo “hardware”, regressos de peso vindos do “third party” e “indies” a provar, uma vez mais, que a boa ideia bem executada vale mais do que o orçamento.

Para assinalar a data, olhámos só para o que analisámos: estes são os 12 melhores jogos do primeiro ano da Switch 2 de acordo com o Starbit, ordenados pela pontuação que lhes atribuímos e pelo peso que tiveram nestes doze meses. Plataformas, corridas, RPGs, terror e “puzzles” convivem na lista, e essa variedade é, talvez, o melhor indicador do estado de forma da consola.


Mario Kart World — Análise

O jogo que abriu a consola e provou, logo à partida, que valia a pena arriscar. Ao mundo aberto e às corridas para vinte e quatro pilotos junta-se uma condução tão acessível quanto técnica, um caos delicioso de itens e uns sólidos 60 fotogramas por segundo. Considerámo-lo um dos melhores títulos de lançamento que a Nintendo alguma vez fez, com alma, conteúdo e ideias, mesmo que o mundo aberto ainda peça mais profundidade e o sistema de desbloqueios de personagens desiluda. É, ainda assim, o cartão de visita perfeito da Nintendo Switch 2.


Donkey Kong Bananza — Análise

O primeiro jogo original do gorila em mais de uma década e o seu regresso ao 3D desde 1999. A grande estrela é a destruição de cenários, que dá uma liberdade rara num jogo de plataformas, reforçada pela parceria carismática com uma jovem Pauline e por uma enorme variedade de conteúdos e modos. Apesar de pequenas quebras de desempenho e de uma dificuldade pouco exigente, é um dos jogos imprescindíveis do arranque da consola e uma autêntica explosão de diversão para todas as idades.


Yakuza 0: Director’s Cut — Análise

Mais do que uma reedição, a versão definitiva de um dos melhores jogos de ação narrativa das últimas décadas, agora finalmente portátil e sem comprometer a qualidade. Corre a 60 fps estáveis, com carregamentos quase instantâneos e uma nitidez inédita, e mantém intacta a sua alma: a alternância entre a brutalidade dos combates e o humor absurdo de Kamurocho. O combate pode tornar-se repetitivo a longo prazo e a dobragem inglesa destoa, mas é o tipo de jogo que mostra o que a Nintendo Switch 2 consegue fazer quando há cuidado ao pormenor.


Final Fantasy VII Remake Intergrade — Análise

Um regresso cheio de simbolismo: um dos RPGs mais importantes de sempre volta ao universo Nintendo numa versão moderna, ambiciosa e competente. O combate é profundo e dinâmico, a reinterpretação de Midgar é mais rica do que nunca e o episódio Intermission acrescenta variedade. Não é a versão tecnicamente mais avançada e algumas secções arrastam-se, mas a adaptação à Nintendo Switch 2 é boa e o impacto continua forte. Uma entrada de alto nível na consola.


Resident Evil Requiem — Análise

Uma excelente entrada na série, que equilibra tradição e modernidade sem perder a identidade do “survival horror”. A campanha dividida entre Grace e Leon dá duas formas distintas de viver o mesmo mundo — uma mais focada na tensão e na fuga, outra mais orientada para a ação —, sustentada por um ambiente impecável e um desenho de níveis muito bem interligado. A versão para Nintendo Switch 2 não é a mais impressionante a nível técnico e a campanha sabe a pouco, mas a fórmula clássica da Capcom continua a resultar.


Blue Prince — Análise

Um dos jogos mais aclamados de 2025 chegou à Nintendo Switch 2 e o formato portátil assenta-lhe na perfeição. A mansão de salas em mudança constante transforma cada sessão em exploração e interpretação, fazendo da curiosidade e da dedução o verdadeiro motor da progressão. A arbitrariedade nem sempre é bem equilibrada e o ritmo é exigente e pouco imediato, mas a originalidade da estrutura e a força do ambiente garantem-lhe um lugar na memória. Para quem procura “puzzles” que desafiem a cabeça, é uma proposta de altíssimo nível.


Kirby Air Riders — Análise

Chamar-lhe jogo de corridas é simplificar de mais. Entre corridas, combate e minijogos, o regresso de Sakurai a este universo é puro caos frenético e viciante, distribuído por quatro modalidades com pontos fortes próprios e um colecionismo praticamente interminável. O multijogador, local ou online, leva tudo mais longe, e as opções de acessibilidade são um tesouro. A curva de aprendizagem nem sempre é amigável e alguns minijogos ficam aquém, mas o jogo mal nos deixa respirar e é mesmo isso que se quer.


Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition – Nintendo Switch 2 Edition — Análise

Um dos RPGs mais ambiciosos da era moderna, agora numa consola mais capaz. A escala do planeta Mira, a liberdade de exploração e a profundidade do combate continuam a destacar-se, com os Skells a darem outra dimensão à aventura e uma banda sonora de altíssimo nível. O maior ganho desta versão sente-se na fluidez, embora persistam inconsistências técnicas e texturas que denunciam a origem do jogo. Para quem procura um RPG enorme e cheio de conteúdo, continua a ser difícil de ignorar.


Pragmata — Análise

Uma das propostas mais originais da Capcom na última década e das experiências mais interessantes da Switch 2 em 2026. O sistema de combate dual entre Hugh e a androide Diana — gerir a ação dele e o minijogo de pirataria dela em simultâneo — é genuinamente único, e a relação entre os dois é o motor emocional de toda a aventura. Há limitações técnicas reais, sobretudo nos exteriores, mas o essencial do jogo está intacto e vale muito o tempo investido.


Dragon Quest VII Reimagined — Análise

Um olhar contemporâneo sobre um clássico, fiel às suas raízes. A direção artística tridimensional estilizada, com o traço inconfundível de Akira Toriyama, é um dos seus maiores trunfos e brilha na Nintendo Switch 2, enquanto o sistema de vocações ganha flexibilidade com a mecânica Moonlighting. O ritmo está melhor equilibrado do que em versões anteriores, ainda que a simplificação de mecânicas e uma dificuldade acessível lhe retirem desafio. Uma aventura longa e consistente.


Hyrule Warriors: Age of Imprisonment  — Análise

O capítulo mais ambicioso e equilibrado da série, que finalmente alinha a escala gigantesca dos “musou” com um enredo consistente dentro do universo Zelda. Centrado na viagem ao passado da Princesa Zelda, aprofunda o conflito que antecede Tears of the Kingdom com sequências cinemáticas de grande qualidade. O salto técnico da Nintendo Switch 2 dá-lhe a fluidez de 60 fps que faltava aos jogos anteriores, e o combate mantém-se acessível mas ganha profundidade real, com os Sync Strikes, os dispositivos Zonai e uma camada de progressão que recompensa a preparação. Para fãs do género e de Tears of the Kingdom, um exclusivo magnífico..


Pokémon Pokopia — Análise

Uma das surpresas mais agradáveis dos últimos anos. Pega numa fórmula de construção e simulação de vida bem conhecida e dá-lhe identidade própria através do universo Pokémon, com uma execução muito competente. O nosso Ditto, dotado de poderes de transformação fora do comum, vai reconstruindo um mundo desolado, e cada nova amizade desbloqueia habilidades que alteram o terreno e abrem caminho. Uma progressão natural e viciante, com os Joy-Con 2 em modo rato a darem precisão à construção. Não é perfeito, com pequenos atritos de interação e um arranque lento, mas é facilmente um dos projetos mais inspirados da série na última década e um dos exclusivos mais fortes da consola neste momento.


Ficaram à porta

Alguns nomes ficaram mesmo perto do top 12. Scott Pilgrim EX arrisca numa estrutura mais aberta e sustenta-se num combate fluido e variado, com um cooperativo que continua a ser a sua alma. Já Planet of Lana II refina o original com mais mundo, “puzzles” bem integrados e uma direção artística que parece uma pintura animada, mas evolui pouco face ao primeiro jogo. Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition parte de um dos melhores jogos de plataformas em 2D da nossa era, ainda que o conteúdo adicional, mesmo bem-vindo, pouco mexa no núcleo da experiência. Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage mantém uma base com duas décadas mas continua a exibir uma precisão e uma profundidade mecânica que poucos rivais replicam. E Fallout 4: Anniversary Edition leva o vasto ermo pós-apocalíptico da Bethesda à consola com todo o seu conteúdo à reboque, mas chega com os anos a pesar-lhe e com uma adaptação técnica que nem sempre acompanha a ambição.

No conjunto, o primeiro ano da Nintendo Switch 2 entregou de tudo um pouco: exclusivos de arranque memoráveis, regressos de peso e “indies” de grande recorte. Se este foi o ponto de partida, há boas razões para estar curioso com o que vem a seguir.

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

Subscrever
Notificar de
0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Ver todos os comentários
Privacy Overview
Starbit

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.

Strictly Necessary Cookies

Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.