ArtigosSwitchSwitch 2

11 lançamentos para seguir de perto em 2026

2026 tem tudo para ser um ano muito ativo no universo Nintendo, com um calendário que aponta para variedade e frequência de novos jogos. A linha para a Nintendo Switch 2 junta o regresso de séries atrativas, estreias com ambição técnica, e jogos “third-party” capazes de ocupar os próximos meses com lançamentos de peso. Ao mesmo tempo, há títulos pensados para manter o ritmo entre as grandes datas, com propostas mais ligeiras, cooperativas, e de longa duração.

O resultado esperado é um ano com bons momentos de atenção no início e na primavera, seguido por lançamentos sem data fechada que podem definir a segunda metade do ano. E certamente que teremos muitas surpresas no ano de 2026.

A lista abaixo reúne onze jogos já anunciados para 2026 e que achamos vão merecer a máxima atenção.


Animal Crossing: New Horizons – Nintendo Switch 2 Edition

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Nintendo EAD
Editora: Nintendo
Data de lançamento prevista: 15 de janeiro de 2026

Animal Crossing regressa em versão pensada para a Nintendo Switch 2 e para aquilo que a série faz melhor: transformar as nossas pequenas rotinas num vício divertido. Este não é um jogo que vive das expectativas de uma semana, vive de hábitos. Entra-se para ver as novidades, fica-se a decorar mais um canto, acaba-se a trocar ideias com amigos, e sem darmos por isso, já passou uma hora. Num alinhamento de 2026 cheio de ação e RPGs longos, este novo Animal Crossing funciona como uma base estável. O jogo para voltarmos a pegar todos os dias, mesmo quando estamos metidos noutros mundos.


Dragon Quest VII Reimagined

Plataformas: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2
Produtora: Square Enix
Editora: Square Enix
Data de lançamento prevista: 3 de fevereiro de 2026

Dragon Quest VII Reimagined é o tipo de anúncio que por si só, já diz muito sobre 2026. O jogo pega num RPG enorme (em tamanho e em nome), com um ADN clássico, e trá-lo para o presente com uma apresentação mais apelativa e mehorias que tornam tudo mais apelativo. Não se espera um simples “remake”, mas sim um jogo pensado para os jogadores contemporâneos com menus mais rápidos, um ritmo mais bem afinado, e aquele tratamento que faz com que as primeiras horas não pareçam um teste à nossa paciência.

E depois há a parte que interessa mesmo a quem gosta do género. Dragon Quest VII é uma aventura de longo curso, com aquela estrutura que nos agarra pelo avanço constante. Vai-se abrindo caminho, apanhando histórias, e resolvendo problemas a um ritmo quase episódico, sempre com a sensação de que há mais um objetivo ao virar da esquina. É o tipo de jogo perfeito para alternar com lançamentos mais intensos, porque pode ser jogado em sessões curtas sem perder o fio, mas também nos deixa afundarmo-nos durante noites seguidas.

Se o trabalho de reimaginação acertar no equilíbrio entre o respeito pelo original e uma modernização sensata, pode ser um dos RPGs de maior qualidade do ano. Promete oferecer uma viagem longa, com charme e escala, sem os obstáculos que afastavam quem não tinha paciência para um desenho de outras eras.


Final Fantasy VII Remake Intergrade

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Square Enix
Editora: Square Enix
Data de lançamento prevista: 22 de janeiro de 2026

Final Fantasy VII Remake Intergrade na Nintendo Switch 2 tem um peso histórico que vai além de um trabalho de adaptação. É a chegada a uma consola Nintendo de uma reinterpretação moderna de um dos RPGs mais influentes da era PlayStation, com toda a carga que isso traz. Durante anos, a série Final Fantasy foi sinónimo de RPG japonês de referência, e o VII em particular tornou-se um marco geracional. Ver este “remake” na Nintendo Switch 2 confere-lhe assim uma relevância excepcional.

Além da ambição técnica, o que vai agarrar quem nele pegar em janeiro será uma campanha com ritmo de “blockbuster”, personagens icónicas, e um combate que junta ação em tempo real a decisões táticas. Sendo Intergrade, chega como a edição mais apetecível para entrar agora na série, com conteúdo adicional que evita a impressão de estar a comprar uma versão incompleta. A expectativa é simples: se a Nintendo Switch 2 garantir uma fluidez consistente e tempos de carregamento curtos, este vai ser daqueles jogos que vão ajudar a definir o arranque do ano, e a conferir um autêntico selo de legitimidade ao catálogo logo nos primeiros meses.


Fire Emblem: Fortune’s Weave

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Intelligent Systems
Editora: Nintendo
Data de lançamento prevista: 2026

Mesmo sem data fechada, um Fire Emblem novo entra logo para a lista dos jogos mais aguardados pelos fãs Nintendo. Porque isto não será só mais uma campanha, será um jogo de escolhas com consequências a sério. Um posicionamento errado, um risco desnecessário, uma decisão tomada a quente e de repente, uma missão inteira desmorona-se.

Fortune’s Weave tem tudo reunido para ser o grande título de estratégia da Nintendo Switch 2 no ano de 2026, especialmente se chegar na segunda metade do ano. A expectativa é que venha com um elenco forte, um sistema de progressão que dê liberdade real, e mapas desenhados para nos obrigar a pensar, não apenas a repetir a fórmula. Se acertar nestes três pontos, é o tipo de lançamento que vai alimentar sessões de jogo durante meses e meses.


Mario Tennis Fever

Pltaformas: Nintendo Siwtch 2
Produtora: Camelot Software Planning
Editora: Nintendo
Data de lançamento prevista: 12 de fevereiro de 2026

Mario Tennis Fever é um dos jogos Nintendo que vão chegar nos primeiros três meses do novo ano. É a continuação de uma série que funciona muito bem quando acerta no essencial, controlos imediatos para qualquer pessoa entrar, mas com margem para quem gosta de dominar os “timings”, antecipar jogadas e transformar um jogo simples numa guerra de nervos.

O ponto decisivo aqui é saber se as novidades vão ao núcleo da jogabilidade ou se serão apenas cosméticas. Se as novas mecânicas e raquetes especiais acrescentarem novas dimensões ao jogo sem lhe quebrar o ritmo, e se o online for competente (emparelhamento bem implementado, estabilidade, e modos de jogo que façam sentido), Fever tem tudo para ser daqueles jogos que ficam sempre instalados e prontos para serem jogados. Não será certamente ‘o jogo do ano’, mas será isso sim um jogo perfeito para qualquer situação, partidas com família, amigos, ou uma sessão rápida antes de desligar.


Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Capcom
Editora: Capcom
Data de lançamento prevista: 13 de março de 2026

Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection tem tudo para ser visto como um fecho de ciclo. Depois de dois jogos a construir uma identidade própria dentro do universo Monster Hunter, o terceiro capítulo chega com a responsabilidade de encerrar a trilogia com muita ambição, uma história com mais peso, um mundo mais rico, e um sistema de progressão que justifique o número 3 no título.

A expectativa é que este seja o capítulo da série Stories mais completo e refinado, o que pega no melhor dos dois jogos anteriores e o junta numa experiência mais madura com mais variedade de criaturas, evolução com impacto real nas “builds”, e uma campanha com ritmo, para não se tornar repetitivo. Se acertar no equilíbrio entre enredo e progressão, pode ser daqueles RPGs que nos prendem pela vontade de vermos o próximo momento da história.


Resident Evil Requiem

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Capcom
Editora: Capcom
Data de lançamento prevista: 27 de fevereiro de 2026

Resident Evil Requiem chega com um subtexto importante, sendo um sinal de que a Capcom está a apostar a sério na Nintendo Switch 2 para receber lançamentos grandes, e não apenas versões de jogos mais antigos. Para a consola, isto conta muito, porque um Resident Evil novo é daquelas pedras de toque que testam a confiança no “hardware”.

Quanto ao jogo, o que se sabe até agora aponta para uma experiência bem alinhada com o melhor da série atual: um “survival horror” focado na tensão, no ambiente, e na sensação de vulnerabilidade, com aquele ritmo típico em que a exploração e a gestão de recursos andam de mãos dadas com momentos de pânico bem medidos. A expectativa é que Requiem mantenha esse equilíbrio, com cenários desenhados para obrigar a avançar devagar, a ler o espaço, e a desconfiar de tudo.


Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Nintendo
Editora: Nintendo
Data de lançamento prevista: primavera de 2026

Super Mario Bros. Wonder dispensa apresentações. É daqueles casos raros em que a criatividade não aparece só aqui e ali, ela está presente no código genético do jogo. Em praticamente cada nível vemos uma ideia nova, e o melhor é que nenhuma ideia se arrasta até perder impacto. O resultado é um Mario em 2D acessível para qualquer pessoa pegar e jogar, mas longe de ser simplista, com um desenho de níveis sempre inspirado, um ambiente audiovisual deslumbrante, e aquela mestria de controlos que faz tudo parecer natural. Sem qualquer exagero, é um dos melhores capítulos 2D da série.

A edição para a Nintendo Switch 2 com conteúdo extra assenta como uma luva em 2026 porque dá ao jogo uma segunda vida com o objetivo visível de voltar a colocá-lo no centro da conversa. A expectativa é que este conteúdo novo não seja apenas ‘mais níveis’, mas sim um reforço com identidade própria, capaz de recuperar o que torna Wonder algo tão especial: a variedade constante e surpresa genuína dos jogadores.


The Duskbloods

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: FromSoftware
Editora: FromSoftware
Data de lançamento prevista: 2026

Um exclusivo da FromSoftware é sempre um jogo de peso que traz consigo uma expectativa imediata de combate exigente, sistemas multidimensionais, e aquela tensão permanente em que cada erro custa caro. É um jogo que, só pelo estúdio que o assina, já chega com um estatuto muito próprio.

O pormenor decisivo aqui é ser uma experiência multijogador. A curiosidade não está apenas em como se joga, mas em como se vai manter a identidade do estúdio japonês num formato diferente, e como se consegue equilibrar encontros com risco e recompensa bem medidos, e uma estrutura que não se esgota em duas semanas. Se o ciclo for competente e a experiência tiver personalidade própria (em vez de parecer uma variação de fórmulas antigas), The Duskbloods pode ser um dos jogos mais relevantes do ano, e naturalmente da Nintendo Switch 2.


Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Ryu Ga Gotoku Studio
Editora: SEGA
Data de lançamento prevista: 12 de fevereiro de 2026

Yakuza Kiwami 3 chega como mais do que um Yakuza novo no calendário, é um “remake” pensado para voltar a contar esta fase da história com uma nova roupagem e uma presença diferente. E encaixa muito bem no momento em que a Nintendo Switch 2 já começou a abrir espaço para a série, com vários títulos a estabelecerem uma base, e a provar que há público para este crime-drama à moda de Kamurocho, mesmo num ecossistema Nintendo.

O encanto mantém-se com um enredo sério e carregado, personagens extraordinárias, e cidades que parecem autênticos organismos vivos, mas sempre com aquele contraste típico da série Yakuza em que a história está a ferver e a seguir, há uma qualquer atividade paralela absurda como se fosse a coisa mais normal do mundo. Num calendário em que muitos jogos tentam agradar a todos, um novo Yakuza continua a ser muito próprio e por isso, mais memorável. A expectativa é dupla, uma campanha que puxa e uma dose de conteúdo que tenta ir além do que se conhece.


Yoshi and the Mysterious Book

Plataformas: Nintendo Switch 2
Produtora: Nintendo
Editora: Nintendo
Data de lançamento prevista: primavera de 2026

Pelo que já se conhece, neste Yoshi and the Mysterious Book a premissa do livro não é só estética, é mesmo a base da ideia. A aventura baseia-se num livro misterioso que serve de portal para diferentes mundos ou capítulos, o que abre portas a níveis com identidades bem distintas, regras próprias, e desafios que mudam de tom a cada viragem da página.

O que se espera daqui é a fórmula Yoshi no seu melhor: plataformas acessíveis, uma experiência centrada na exploração e em objetos colecionáveis, e um ritmo que convida a repetir níveis para apanhar tudo sem nunca deixar a impressão que se está a tornar punitivo. A estrutura por capítulos também sugere uma experiência mais modular, perfeita para jogar em sessões curtas. Se a Nintendo acertar na variedade de ideias e na criatividade dos objetivos, este novo Yoshi pode muito bem ser um dos jogos mais criativos do ano.

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.