AnálisesSwitch 2

Street Fighter 6 Years 1-2 Fighter Edition – Análise

O regresso de Street Fighter à Nintendo com o lançamento da Nintendo Switch 2 chega em grande estilo através da edição Years 1‑2 Fighters Edition de Street Fighter 6. Esta versão inclui tudo o que foi lançado até agora no jogo principal – o elenco-base mais oito novos lutadores das Temporadas 1 e 2 – o que faz desta a experiência mais completa até hoje. Todo o conteúdo, modos de jogo e até “cross-play” online estão aqui sem alterações, colocando os jogadores da Nintendo Switch 2 em pé de igualdade com utilizadores de PC ou de outras consolas.

A essência clássica da série encontra-se intocável. A jogabilidade continua precisa e acessível e transmite a qualquer jogador uma experiência competitiva, ao mesmo tempo que lhe confere profundidade suficiente para quem quiser dominar cada pormenor dos combates. A grande novidade em termos de mecânicas é o sistema conhecido como “Drive”, um medidor único que integra elementos como ataques com armadura, defesas e cancelamentos, e que permite ao jogador explorar estratégias criativas e dinâmicas. Para complementar, existe um novo sistema de controlo desenhado a pensar nos jogadores menos experientes e que permite substituir as combinações complicadas de botões por toques simples, tornando o jogo assim mais acessível sem perder a intensidade. Importa salientar que os controlos convencionais continuam disponíveis, preservando a autenticidade que muitos fãs exigem. Esta dualidade entre simplicidade e profundidade faz com que a curva de aprendizagem seja justa mas recompensadora.

Ao nível de conteúdo, Street Fighter 6 é um festim. O jogo encontra-se organizado em torno de três pilares: “Fighting Ground”, “Battle Hub” e “World Tour”. O “Fighting Ground” reúne os modos offline habituais. O modo “Arcade” é completo, com sequências ilustradas e narrativas para cada personagem. Existem também modos de treino bastante abrangentes, que explicam as mecânicas de base e oferecem desafios de combinações específicos para cada lutador. O modo “Versus” local inclui ainda combates 1v1 e combates em equipas até 3v3, o que oferece uma experiência mais estratégica e simultaneamente divertida em grupo. Em termos visuais, o jogo distingue-se graças a uma direção artística vibrante, reforçada por efeitos coloridos e animações fluidas que tornam os combates espetaculares de se assistir e de se jogar. Já o “Battle Hub” funciona como uma receção virtual interativa onde os jogadores criam avatares e encontram-se em salões para jogar, conversar, assistir a partidas ou aceder a clássicos da Capcom em máquinas de “arcade” virtuais. Embora a proposta social seja interessante, na prática muitos jogadores optam por utilizar os menus rápidos para aceder às partidas online, que felizmente funcionam com uma fluidez notável graças ao excelente “netcode” e ao suporte para “cross-play” entre plataformas. Mas a verdadeira surpresa está no modo “World Tour”. Este transforma o jogo de luta numa espécie de RPG de ação, onde criamos o nosso próprio lutador e embarcamos numa jornada para aprender com os mestres da série. Podemos combinar estilos de combate, personalizar o avatar com golpes de várias personagens e explorar mapas inspirados em cidades reais, desafiando outras personagens para combates improvisados. As missões secundárias, os itens colecionáveis, a evolução de atributos e os minijogos fazem deste o modo ideal para sessões prolongadas e exploração em modo portátil. Esta versão da Nintendo Switch 2 apresenta ainda conteúdo exclusivo, modos como “Avatar Battles”, “Gyro Battle” e “Calorie Contest” utilizam os sensores de movimento da consola para introduzir uma componente mais física, ideal para sessões mais simples ou introdutórias para amigos e família. O jogo também permite usar amiibos para desbloquear fatos, títulos e outros extras cosméticos.

Em termos técnicos, o jogo impressiona. Num ecrã de televisão o desempenho é muito competente e apresenta 60 fotogramas por segundo de forma estável na maioria dos modos de jogo. Os gráficos mantêm-se cheios de pormenor, quase comparáveis às outras versões do jogo em consolas tecnicamente mais avançadas. Quando jogado no ecrã da Switch 2 nota-se uma ligeira queda na resolução e fluidez, especialmente em segmentos exigentes como o “World Tour”, mas a jogabilidade continua consistente e apurada. No que toca aos controlos, a Nintendo Switch 2 mantém os Joy-Con, estes embora sejam funcionais não são ideais para jogos de luta exigentes. A ausência de um D-pad tradicional e o tamanho reduzido podem prejudicar a precisão dos movimentos. No entanto, o jogo é perfeitamente jogável com estes comandos, sobretudo graças ao esquema de controlos moderno. Para uma experiência mais refinada, o uso do Pro Controller é muito recomendável. Quanto à experiência online, esta destaca-se pela estabilidade das partidas, pela facilidade em encontrar adversários e pela disponibilidade de “cross-play”. A inclusão de uma porta ethernet na base da consola permite ainda uma ligação por cabo, essencial para jogadores competitivos. Finalmente e no que diz respeito ao valor do jogo, esta edição é extremamente generosa. Com todas as personagens das temporadas 1 e 2 desbloqueadas, incluindo colaborações com séries como Fatal Fury, o leque de lutadores é diversificado e muito apelativo. A variedade de estilos e personagens permite que qualquer jogador encontre alguém com quem se identifique, o que aumenta a longevidade e o interesse pelo jogo.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
9 10 0 1
Street Fighter 6: Years 1–2 Fighters Edition prova que a novíssima consola da Nintendo consegue receber uma adaptação de um grande título multiplataforma sem concessões de maior na qualidade, o que é uma excelente notícia para o futuro da consola. É um título obrigatório para os fãs de jogos de luta e uma recomendação fácil para qualquer jogador que aprecie uma boa dose de ação e competição. A Capcom entregou um verdadeiro sucesso nesta estreia da série na nova geração Nintendo, garantindo que os jogadores da Nintendo Switch 2 não ficam a assistir de fora no torneio mundial de Street Fighter.
Street Fighter 6: Years 1–2 Fighters Edition prova que a novíssima consola da Nintendo consegue receber uma adaptação de um grande título multiplataforma sem concessões de maior na qualidade, o que é uma excelente notícia para o futuro da consola. É um título obrigatório para os fãs de jogos de luta e uma recomendação fácil para qualquer jogador que aprecie uma boa dose de ação e competição. A Capcom entregou um verdadeiro sucesso nesta estreia da série na nova geração Nintendo, garantindo que os jogadores da Nintendo Switch 2 não ficam a assistir de fora no torneio mundial de Street Fighter.
9/10
Total Score

Pontos positivos

  • Jogabilidade refinada e simultaneamente acessível
  • Grande variedade de modos de jogo e conteúdo
  • Excelente adaptação técnica

Pontos negativos

  • Joy-Con 2 pouco adequados para execuções precisas
  • Modo "World Tour" com combates a 30 fps

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

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