UnderHero – Análise

Piscando os olhos a vários géneros e jogos, o resultado final é algo de que poucos se podem gabar: uma quase-obra-prima. Pode não criar essa expectativa mas felizmente o mercado dos jogos reserva-nos algumas surpresas. Certo, tem algumas falhas, mas nada que coloque uma nódoa no pano de UnderHero.

Começamos por controlar o herói, UM herói, que rapidamente é despachado por um inimigo normalíssimo. A partir daí é esse inimigo que encarnamos, dando um pontapé às normas habituais dos jogos. Passamos então a receber missões e partimos não à aventura, mas a desfazer a aventura do herói original. E atenção, o jogador aqui encarna o inimigo, não um novo herói. A nós junta-se um grupo de personagens, cada uma mais caricata do que a outra, e está feito o jogo com horas de diversão bizarra.

A jogabilidade é muito baseada na exploração, com bastantes segredos e tesouros para descobrir. Alguns destes tesouros trazem melhorias à nossa personagem, ao passo que outras permitem personalizar algumas mecânicas de jogo. Os níveis são bastante ricos e extravagantes, com os respetivos desafios. Não temos acesso a um mapa permanente mas antes a mapas que se encontram em cartazes afixados ao longo do cenário, o que pode ser frustrante se nos perdermos e não soubermos onde se encontra o próximo. E também é um RPG, com ataques por turnos e movimentos que consomem energia. Se ficarmos esgotados, não nos poderemos desviar ou saltar para evitar as investidas dos inimigos. Há toda uma componente tática em Underhero que permite ao jogador brincar com o combate para não se entediar.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
É fácil acharmos que um jogo se esforça demasiado por ser diferente ou que exagera na graça, mas UnderHero é um daqueles jogos que nos permite descansar quando os outros começam a cansar. É ambicioso, apelativo a nível audiovisual e porta-se bem na Nintendo Switch. O que mais querem? Toca a jogar.
É fácil acharmos que um jogo se esforça demasiado por ser diferente ou que exagera na graça, mas UnderHero é um daqueles jogos que nos permite descansar quando os outros começam a cansar. É ambicioso, apelativo a nível audiovisual e porta-se bem na Nintendo Switch. O que mais querem? Toca a jogar.
9/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Ambiente audiovisual
  • Jogabilidade
  • Inovação

Pontos negativos

  • Pesado para o sentido de orientação

André Pereira

Tempo contado, demasiadas ocupações. Para aguentar uma crise de tenra idade, o André joga e escreve sobre jogos. É fã de RPG japoneses e de uma história de puxar à lágrima.