OMNO – Análise

Quando a Nintendo Switch tem um catálogo vastíssimo e com bastantes propostas de qualidade e de longevidade extensa, dar um passo atrás e desfrutar de uma proposta simples e descomprometida quase que parece uma lufada de ar fresco, e ainda que se trate de um jogo curto OMNO não deixa de ser algo digno de destaque.

A simplicidade do conceito e do desenho dos níveis encaixa perfeitamente na experiência, e graças à jogabilidade intuitiva o jogador rapidamente se vai sentir ambientado. A exploração é pouco dada a equívocos e os quebra-cabeças são variados, com um nível de desafio globalmente acessível. Se inicialmente a experiência parece demasiado linear, começa rapidamente a abrir-se a novas formas de locomoção e de complexidade mas sem nunca colocar demasiados obstáculos. O objetivo é reunir uma série de luzes perdidas num determinado espaço para ativar um pilar, a isto segue-se um quebra-cabeças que pode ser comparado a um “boss”.  Os quebra-cabeças seguem as lógicas habituais do uso da memória ou de deslocar objetos numa determinada ordem. O nível de dificuldade nunca sobe demasiado, o que pode deixar o jogador à espera de mais mas torna o jogo mais acessível a um público menos versado. Sempre que nos sentimos perdidos podemos pedir uma indicação que nos indica o caminho a seguir e a percentagem de exploração na área visitada. Num jogo com um ritmo lento de exploração, usar o bastão da personagem como uma prancha de snowboard é uma mudança inesperada e muito bem-vinda merecedora de destaque como ponto alto da jogabilidade. Além do objetivo principal temos algumas tarefas secundárias à disposição, onde se inclui descobrir novas criaturas.

A direção artística e o ambiente audiovisual de OMNO é mais um elemento de destaque. A simplicidade dos cenários contrasta com a complexidade das criaturas que os habitam. Os jogos de sombras e luz são muito cativantes e a fauna deste mundo torna tudo muito mais dinâmico num lugar que parou no tempo.  As cores transmitem uma sensação serena capaz de mergulhar o jogador num estado contemplativo, sentimento sublinhado pela banda sonora minimalista mas assertiva que consegue manipular o estado emocional do jogador em várias ocasiões.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
OMNO é um jogo curto e acessível que se destaca graças a uma jogabilidade intuitiva e a uma direção artística cativante. Embora não tenha todas as condições para se sobrepor aos seus pares de maior renome na eShop, trata-se de uma proposta interessante para quem procure uma experiência simples e descomprometida, tornada numa excelente companheira de viagem pela capacidade portátil da Nintendo Switch.
OMNO é um jogo curto e acessível que se destaca graças a uma jogabilidade intuitiva e a uma direção artística cativante. Embora não tenha todas as condições para se sobrepor aos seus pares de maior renome na eShop, trata-se de uma proposta interessante para quem procure uma experiência simples e descomprometida, tornada numa excelente companheira de viagem pela capacidade portátil da Nintendo Switch.
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Experiência simples mas marcante
  • Direção artística deslumbrante

Pontos negativos

  • Desafio algo superficial

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.