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Assassin’s Creed: The Ezio Collection – Análise

Mais de uma década após o lançamento original de Assassin’s Creed II e seis anos passados desde a chegada da coletânea à Xbox One e PlayStation 4, The Ezio Collection marca a estreia absoluta da trilogia que conta o percurso de vida de Ezio (talvez o protagonista mais carismático da série Assassin’s Creed) numa plataforma Nintendo. Mesmo com tantos anos em cima é uma boa oportunidade para vivenciar três jogos que marcaram uma série.

Em termos de conteúdo trata-se de um jogo bem apetrechado, ainda que não seja perfeito. The Ezio Collection inclui as campanhas e todos os conteúdos adicionais a solo para os três jogos aqui presentes: Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations, e ainda duas curtas-metragens. Muito conteúdo, garantindo mais de setenta horas de ação que percorrem a saga completa do conhecido assassino, mas sem os modos multijogador online que acompanharam os originais Brotherhood e Revelations.

Com um enredo satisfatório e um belo enquadramento histórico, a trilogia permite conhecer a entrada de Ezio no antigo conflito entre Assassinos e Templários depois do assassinato do seu pai pelas mãos de agentes Templários. Uma caminhada com vitórias, derrotas e traições, e conexões com um presente protagonizado por Desmond Miles. Tudo isto explorando a Itália renascentista do século XV e com passagem por marcos como Constantinopla. Sem esquecer personagens históricas como Leonardo Da Vinci que têm aqui papéis preponderantes.

Ao contrário dos mais recentes Assassin’s Creed que colocam o foco na exploração de mundos abertos, The Ezio Collection apresenta cidades amplas mas fechadas, ligadas entre si com uma aposta clara na escalada, caça de alvos e regresso ao anonimato. Em alguns momentos as mecânicas mostram-se datadas e desajeitadas, particularmente em Assassin’s Creed II. O aspeto circular da jogabilidade também é algo repetitivo. Felizmente nas sequelas são introduzidos elementos novos na jogabilidade que melhoram alguns elementos menos positivos e acrescentam algum fator de estratégia e variedade. As novidades ajudam ainda a manter fresca a experiência ao longo dos três jogos.

A adaptação para a Nintendo Switch está longe de ser imaculada mas não é nada de se deitar fora. Algumas das alterações visuais em relação aos originais são questionáveis e vão levar os jogadores a fazer algumas expressões faciais caricatas, prejudicando o ambiente do jogo. Felizmente a fluidez mantém-se quase sempre estável nos 30fps. Os dois primeiros jogos apresentam-se a 1080p num ecrã de televisão e a 720p nativos no ecrã da consola. Já Assassin’s Creed Revelations, claramente mais exigente, é exibido com resoluções inferiores. A banda sonora é maravilhosa, infelizmente prejudicada por vocalizações de menor qualidade, provavelmente afetadas pela compressão do áudio.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Não há como negar, a possibilidade de vivenciar três clássicos protagonizados por Ezio Auditori em qualquer lugar é um trunfo a ter em conta. Estão garantidas horas de ação e uma evolução satisfatória da jogabilidade. No entanto, a trilogia não está isenta de falhas e em alguns momentos nota-se a idade dos jogos presentes. E o preço alto imposto pela Ubisoft não ajuda.
Não há como negar, a possibilidade de vivenciar três clássicos protagonizados por Ezio Auditori em qualquer lugar é um trunfo a ter em conta. Estão garantidas horas de ação e uma evolução satisfatória da jogabilidade. No entanto, a trilogia não está isenta de falhas e em alguns momentos nota-se a idade dos jogos presentes. E o preço alto imposto pela Ubisoft não ajuda.
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Possibilidade de vivenciar três clássicos
  • Muitas horas de ação
  • Evolução da jogabilidade ao longo dos jogos

Pontos negativos

  • Algumas alterações visuais questionáveis
  • Mecânicas algo datadas
  • Falta algum aperfeiçoamento técnico

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

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