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Within the Blade – Análise

Within the Blade é um jogo de ação em plataformas que tenta o seu melhor para ser rápido e incisivo, mas também exibe alguns elementos de ação furtiva, tudo isto ao longo de vários níveis em 2D com uma direção artística à base de “pixel art”. Controlamos um ninja do clã Black Lotus e começamos com um arsenal mínimo de armas e ferramentas ao nosso dispor. Depois de um nível introdutório chegamos à aldeia onde o nosso mestre nos espera e seguimos então pelo Japão da era feudal, com o objetivo de derrotar a maior ameaça que alguma vez existiu. O jogo conta com alguma atenção ao enredo, que é apresentado em segmentos entre capítulos do jogo de forma semelhante a uma banda desenhada, igualmente com uma direção artística “pixel art”, mesmo que o enredo não seja o elemento dominante.

Embora a mobilidade de um ninja seja o sua ativo mais importante, Within the Blade acaba por ter um problema neste aspeto crucial: o movimento da personagem é rápido, sim, mas o protagonista pode ser controlado a apenas uma velocidade possível. É um estado binário estranho, entre imobilidade ou corrida a toda a velocidade, e que torna o controlo da personagem mais frustrante do que satisfatório. Saltar por obstáculos é também algo estranho: o salto inicial não tem assim tanta elevação, mas o segundo salto no ar tem muito mais verticalidade e uma distância horizontal mais curta. É também possível trepar paredes momentaneamente e em seguida saltar na direção oposta. Em teoria, isto faz pensar nos movimentos simples que um ninja teria num jogo destes e que já fizeram parte de outros jogos ao longo dos anos, mas aqui torna-se extremamente frustrante de controlar.

O combate também não está isento de críticas. O nosso protagonista sofre um impulso para a frente quando atacamos com a espada, mesmo estando parados, o que torna ainda mais difícil a tarefa de acertar em inimigos que se encontram diretamente à nossa frente. Muitas vezes isto leva a que nos voltemos de costas para um adversário, deixando-nos abertos a um golpe que pode na maioria das vezes tornar-se fatal. Cada nível é isolado e relativamente curto, com alguns objetivos extra que ao completar trazem experiência extra ou dinheiro para gastar em equipamento. Existe uma loja na aldeia que vende pergaminhos com receitas para criar o nosso próprio arsenal, como bombas de fumo e “shurikens”, bem como um ferreiro que vende lâminas novas para melhorar os nossos ataques-base. Além destes o nosso mestre também nos ajuda, e com a experiência adquirida em cada nível podemos melhorar as nossas habilidades e expandir os movimentos disponíveis além dos iniciais. Mais uma vez, tudo isto parece melhor do que é. Não há nenhum cursor nas lojas ou no inventário que mostre o que estamos a selecionar, e as habilidades novas não mudam drasticamente a experiência de jogo.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
5 10 0 1
Within the Blade é uma campanha relativamente curta que sofre de uma falta enorme de controlo de qualidade. O jogo conta com imensas ideias engraçadas e interessantes, mas que são na maior parte dos casos mal executadas e precisam de ser melhoradas.
Within the Blade é uma campanha relativamente curta que sofre de uma falta enorme de controlo de qualidade. O jogo conta com imensas ideias engraçadas e interessantes, mas que são na maior parte dos casos mal executadas e precisam de ser melhoradas.
5/10
Total Score

Pontos positivos

  • Ambiente visual bonito

Pontos negativos

  • Controlos frustrantes
  • Falta de "feedback" visual nos menus

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.