Tiger Trio’s Tasty Travels – Análise

Servir sushi nunca foi tão divertido e desafiante como em Tiger Trio’s Tasty Travels, um jogo de “puzzles” que incorporam algumas práticas de programação sobre um trio de tigres que recrutando a ajuda de outros animais, terão como missão servir as melhores refeições ao reino animal. O objetivo em cada nível é fazer chegar a cada cliente a porção de sushi indicada por uma bolha de texto que indica a cor do prato e as quantidades pretendidas para cada prato, enquanto as refeições são distribuídas por tapetes rolantes. De início os pedidos são muito simples, sendo apenas necessário utilizar comandos como adição e subtração de peças de sushi para obter o número correto ou trocar de pratos entre tapetes quando não correspondem aos pretendidos pelos clientes.

Separados em conjuntos diferentes, a complexidade dos níveis aumenta progressivamente e é introduzida uma nova funcionalidade por cada conjunto superado. Os desafios tornam-se assim diferentes face aos anteriores. Desde a troca de pratos que tenham apenas um número específico de peças ou o transporte direto de um dos tapetes para um ponto de outro tapete, as mecânicas por si só são simples mas alteram por completo a forma como cada nível pode ser visto. As novas adições de comandos são divertidamente designadas como um novo animal que se junta ao trio de felinos, o que no contexto do jogo constitui sempre um momento muito cómico.

Mesmo com a sua aparente faceta infantil, Tiger Trio’s Tasty Travels é um jogo que não se poupa no desafio. Enquanto os níveis iniciais são habitualmente fáceis, servindo principalmente como forma de experimentar as possibilidades que o novo comando proporciona, os últimos de cada conjunto conseguem ser verdadeiras dores de cabeça. Felizmente cada “puzzle” vem acompanhado de uma dica que pode ser consultada a qualquer altura e que descreve sucintamente a lógica necessária para solucionar o problema. Embora algumas dicas sejam mais claras que outras, no geral todas elas servem como uma boa ajuda para quem se sentir preso num nível específico sem nunca providenciar a resposta integral, o que mantém o grau de desafio coerente e constante durante todo o jogo. É ainda possível ver as soluções criadas a funcionar passo a passo e não de forma contínua, permitindo localizar erros e comandos alternativos de forma simplificada e conveniente, impedindo assim que muitos níveis se tornem exercícios de frustração por o jogador despender tempo a ver animações de uma solução que pode estar errada.

Visualmente trata-se de uma produção bastante apelativa, com uma direção artística única concentrada no aspeto fofo de cada um dos animais ilustrados e respetivas animações. O mesmo não se pode dizer dos cenários, que são pouco expressivos e demasiado semelhantes entre si. A seleção musical é também muito curta e há várias faixas que são reutilizadas constantemente, mesmo que por si só não sejam más escolhas. Destaque também para a vertente portátil, a forma como o jogo está estruturado faz dele uma ótima escolha para ser jogado em pequenas sessões e em qualquer lado.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
8 10 0 1
Fãs de "puzzles" e de programação vão encontrar em Tiger Trio's Tasty Travels um jogo desafiante e muito divertido, construído da forma mais conveniente possível para os jogadores que procuram uma experiência cativante.
Fãs de "puzzles" e de programação vão encontrar em Tiger Trio's Tasty Travels um jogo desafiante e muito divertido, construído da forma mais conveniente possível para os jogadores que procuram uma experiência cativante.
8/10
Total Score

Pontos positivos

  • Animações divertidas
  • "Puzzles" criativos
  • Desafio bem implementado

Pontos negativos

  • Seleção musical parca

Diogo Caeiro

Insiste diariamente na superioridade da série Metroid Prime. Habitualmente ocupado a salvar o mundo de mais um deus irado, pausando ocasionalmente para redigir a sua próxima crónica.

Subscrever
Notificar de
0 Comentários
Ver todos os comentários