Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX – Análise

Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX é o segundo jogo da Mysterious Trilogy e o primeiro da série a adotar uma abordagem de mundo aberto, o que fez deste um jogo bastante diferente dos seus predecessores e até mesmo de capítulos mais recentes como Atelier Ryza. O enredo coloca-nos no papel de Firis, uma rapariga que tem a habilidade peculiar de pressentir a localização de depósitos de minerais. Esta habilidade é especialmente útil quando se vive numa aldeia mineira remota. Com o sonho de um dia sair da sua aldeia para explorar o mundo, Firis depara-se com a visita de Sophie, protagonista do jogo anterior, e é aqui que lhe é apresentado o conceito de alquimia. Com este novo conhecimento, Firis aproveita a oportunidade para finalmente partir para a descoberta do desconhecido.

Após descobrir o seu talento para a alquimia, Firis tem apenas um ano para passar o exame de Rosenberg. Caso não seja aprovada terá de voltar para a sua aldeia. Firis parte então na sua aventura, acompanhada pela irmã Liane, para explorar o mundo e preparar-se para o exame. É interessante ver a mecânica de tempo limite voltar desta forma, sobretudo quando se trata de um mundo aberto. O tempo limite não é de todo um obstáculo, sendo possível terminar a campanha principal com bastante tempo de sobra, sobretudo com a ajuda de ferramentas que foram adicionadas nesta versão e que aceleram a travessia pelo mapa. Em mundo aberto o sistema de recolha de materiais mantém-se inalterado, simples e funcional.

Como Firis não tem um ponto de regresso fixo como acontece nos jogos anteriores (onde cada protagonista tem um ateliê a seu dispor para voltar após cada expedição), conta com um pequeno ateliê portátil que pode utilizar para fazer as suas receitas. Esta solução tem um certo sentido do ponto de vista da temática, mas acaba por o fazer em detrimento do enredo, sendo este já um ponto fraco de Atelier Firis. A falta de um ponto comum de regresso constante durante a nossa viagem torna também difícil a criação de ligações significativas com as personagens que acompanham Firis na sua viagem.

A premissa base é bastante simples e sem lugar para complicações. Em geral, a série Atelier raramente tem temáticas bastante dramáticas ou interessantes nos seus enredos. Mas entre todos os enredos mais descontraídos, o de Atelier Firis talvez seja o menos interessante, e isto é sobretudo dirigido à campanha principal, pois o conteúdo pós-conclusão apresenta provavelmente a maioria do conteúdo mais interessante e já sem restrições de tempo. Não seria errado realçar essa parte de Atelier Firis como a que apresenta mais conteúdo no total, tornando Atelier Firis no jogo com a maior contagem de horas em toda a série graças à reintrodução de finais múltiplos bem como finais específicos para cada personagem.

No que toca às mecânicas de síntese mantêm-se largamente iguais a Atelier Sophie com a adição de catalisadores, itens que podem alterar os bónus existentes na grelha de síntese. Por outro lado, Atelier Firis também conta com um nível individual de receitas mas este pode acabar por ser frustrante para quem já conhece o sistema e quer tirar máximo proveito dos seus ingredientes. Uma adição que acaba por abrandar o progresso mais do que ajudar. Em combate, Atelier Firis mantém-se mais uma vez bastante semelhante ao seu predecessor, com o seu grupo de quatro personagens em combate. O sistema “Chain Link” que já existia em Atelier Sophie foi aqui reconfigurado para funcionar de forma diferente. Agora é apresentado como uma barra lateral que em determinados pontos nos permite combinar habilidades entre personagens, além de também podermos ordenar um aliado para sofrer um golpe inimigo em vez de Firis.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Atelier Firis é um caso peculiar. Joga demasiado seguro no enredo, traz elementos novos na fórmula com um mapa aberto, mas dá dois passos atrás ao reintroduzir um tempo limite para completar a campanha principal. O enredo secundário não é o mais forte, o combate mantém-se largamente igual, incluindo as suas falhas. No entanto e decisões duvidosas à parte, Atelier Firis acaba por ter a maior quantidade de conteúdo para explorar. Se a sua qualidade vale a pena, isso fica a critério do jogador.
Atelier Firis é um caso peculiar. Joga demasiado seguro no enredo, traz elementos novos na fórmula com um mapa aberto, mas dá dois passos atrás ao reintroduzir um tempo limite para completar a campanha principal. O enredo secundário não é o mais forte, o combate mantém-se largamente igual, incluindo as suas falhas. No entanto e decisões duvidosas à parte, Atelier Firis acaba por ter a maior quantidade de conteúdo para explorar. Se a sua qualidade vale a pena, isso fica a critério do jogador.
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Mundo aberto bem desenvolvido
  • Sistema de alquimia melhorado

Pontos negativos

  • Tempo limite amplo mas sem sentido
  • Enredo e personagens fracas

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.

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