Atelier Ryza 2: Lost Legends and the Secret Fairy – Análise

Atelier Ryza 2: Lost Legends and the Secret Fairy é o último capítulo da longa série Atelier, desenvolvido pela Gust e publicado pela Koei Tecmo, e é também a primeira sequela direta onde a protagonista do título anterior se mantém. Passados três anos desde os eventos de Atelier Ryza, Ryza embarca numa nova jornada para descobrir mais segredos de alquimia após receber uma carta do seu amigo Tao, que se encontra a estudar na capital de Ashr-am Baird. Ryza parte para a capital onde vai conhecer novos companheiros e reencontrar-se com velhos amigos enquanto desvendam os segredos de um conjunto de ruínas que rodeiam a cidade.

Atelier Ryza 2 mantém muito do que se destacou no jogo anterior e com algumas melhorias pelo meio, a que salta mais à vista é o tamanho dos mapas, mais concretamente na sua abrangência. Ryza agora pode saltar, nadar e trepar por quase todo o mapa, e pela primeira vez na série Atelier é possível explorar o meio que nos rodeia numa profundidade muito maior, abrindo assim as portas a muitos materiais diferentes e novos segredos. A vertente de exploração era um dos pontos em que Atelier mais precisava de melhorar e Atelier Ryza 2 recebeu a que pode bem ser a melhor versão de conteúdo explorável até agora.

Além da exploração, as outras mecânicas também foram alvo de alguns ajustes. O combate continua semelhante ao do jogo anterior, por turnos e com um período de tempo de espera entre estes, que pode ser influenciado por ataques ou outros fatores. Atelier Ryza 2 é um pouco mais ativo no combate, permitindo ao jogador a habilidade de bloquear ataques em tempo real à custa de parar o tempo durante a defesa. As habilidades também foram alvo de alterações, sendo agora possível desencadear várias habilidades em sucessão, causando assim um efeito em cadeia capaz de aumentar o poder de ataque consoante o número de habilidades desencadeadas. O sistema de alquimia mantém-se relativamente igual, mas desta vez cada receita completada com sucesso atribui a Ryza pontos de SP que podem ser usados para desbloquear receitas novas, sistemas novos como o de duplicar itens, ou melhorar o grau de qualidade de itens apanhados durante a exploração de cada mapa.

Em geral, Atelier Ryza 2 representa uma melhoria em relação ao predecessor, com alguns elementos mercadamente melhores e algum trabalho feito para limar as arestas do jogo anterior, dando a Ryza um grau de mobilidade maior. Por outro lado, esta sequela sofre um pouco mais no que diz respeito ao enredo. Enquanto o primeiro título vê Ryza crescer como uma alquimista, e aqui não é diferente nesse aspeto, Atelier Ryza 2 é mais basado na exploração de ruínas durante as quais Ryza acaba por conhecer um novo companheiro, uma fada chamada Fi que embora não fale, acaba por ser um ponto central, tirando muito do foco e interesse ao enredo. Enquanto o ponto forte da história de Ryza era ver as relações do grupo florir e testemunhar o seu crescimento como personagens, o que aqui temos é mais centrado no mistério da origem de Fi e na relação da fada com as ruínas, enquanto Ryza e amigos acabam por ficar em segundo plano. É desapontante nesse aspeto, considerando que o desenvolvimento de cada personagem era um dos pontos mais fortes do jogo anterior e embora ainda haja um pouco disso em Ryza 2, acaba por não ter o mesmo impacto.

Ainda assim, Atelier Ryza 2 consegue ser uma experiência bastante agradável, com muito para fazer e explorar, especialmente com a nova liberdade de movimento atribuída a Ryza. Os ambientes e a banda sonora igualmente fantástica continuam presentes e com muita variedade, tornando toda a experiência bastante coesa e sem momentos de aborrecimento.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Atelier Ryza 2 tem alguns percalços no que diz respeito ao enredo, mas em todos os outros aspetos representa um avanço em relação ao jogo anterior. Uma verdadeira sequela em todas dimensões, merecedora de uma vista de olhos, especialmente para quem gostou do primeiro título nesta futura trilogia.
Atelier Ryza 2 tem alguns percalços no que diz respeito ao enredo, mas em todos os outros aspetos representa um avanço em relação ao jogo anterior. Uma verdadeira sequela em todas dimensões, merecedora de uma vista de olhos, especialmente para quem gostou do primeiro título nesta futura trilogia.
9/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Exploração e combate com melhorias significativas
  • Banda sonora espetacular
  • Mapas alargados e mais liberdade de movimento

Pontos negativos

  • Enredo perde protagonismo
  • Ruínas arrastam-se um pouco

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.