QV – Análise

QV é um jogo de “puzzles” desenvolvido pela IFK e publicado pela IZZLE onde o jogador toma o controlo de Quby, uma jovem com um pincel gigante e uma tarefa importante. O enredo existe mas não é o ponto mais importante: Quby pertence a uma tribo que mantém o equilíbrio entre dimensões. Quando uma força começa a perturbar esse equilíbrio frágil, cabe a Quby e ao seu pincel gigante restaurar os portais que ligam cada dimensão e recuperar o equilíbrio entre elas.  

Embora se encontrem alguns diálogos (esporádicos) entre “puzzles”, estes não adicionam muito à experiência. Felizmente os “puzzles” de QV são bastante mais interessantes do que o enredo sugere, e os fãs de Captain Toad Treasure Tracker são capazes de ver aqui muito conteúdo interessante para durar bastante tempo. Os “puzzles” são simples no seu objetivo: ir do ponto A ao ponto B, o “puzzle” é o caminho a seguir corretamente para lá chegar, tudo isto numa perspetiva isométrica. O jogador tem acesso a várias habilidades para o conseguir, como a criação de portas e portais em certos obstáculos onde Quby pode utilizar o seu pincel.

Além disso, o ambiente de cada nível também inclui mecânicas adicionais com que Quby pode interagir, como por exemplo tinta que o jogador pode utilizar para criar plataformas sobre água e assim abrir uma nova passagem. A linguagem visual de QV faz com que estas mecânicas sejam comunicadas sem problemas, embora quem tenha daltonismo possa passar por algumas dificuldades em secções de “puzzles” que lidam com mecânicas que utilizem a cor como guia principal. Inicialmente os “puzzles” são relativamente fáceis, mas rapidamente podemos ver uma complexidade acrescida que nos faz puxar mais pela cabeça, para não falar que cada nível tem incrementações de dificuldade adicionais que o jogador pode optar por desafiar, bem como um contra-relógio para nos incentivar a fazer melhores tempos.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Com seis mundos diferentes para explorar e uma variedade de obstáculos no seu caminho, QV traz imenso no que toca a variedade e dificuldade. Os desafios são interessantes e cumulativos, com boa interação de mecânicas entre níveis e mundos, culminando numa experiência de "puzzles" bastante desafiante.
Com seis mundos diferentes para explorar e uma variedade de obstáculos no seu caminho, QV traz imenso no que toca a variedade e dificuldade. Os desafios são interessantes e cumulativos, com boa interação de mecânicas entre níveis e mundos, culminando numa experiência de "puzzles" bastante desafiante.
7/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Mecânicas desafiantes
  • Grafismo simples mas eficaz

Pontos negativos

  • Tradução pobre

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.