Calico – Análise

Tudo em Calico evoca sentimentos mágicos e reconfortantes: os animais de estimação, os gráficos e até o nome da equipa responsável, Peachy Keen Games. Feito por apenas duas pessoas, a paixão para tornar Calico uma realidade é perfeitamente visível. Ainda assim e no meio da fofura toda, existem algumas questões a ser limadas que o impedem (por agora) de ser uma experiência memorável.

A premissa é simples: o presidente da câmara da localidade onde o jogo se desenrola aborda a nossa personagem e dá-nos um curto tutorial sobre como adotar os animais que se encontram ao longo do mapa, abrir o nosso próprio “Pet Café” e, quando possível, ajudar os habitantes da cidade. Esse mesmo café também serve como residência no andar de cima, e é possível decorar ambas as partes com mobiliário de várias temáticas, sempre com um tema fofinho e bonito. No entanto, a interface gráfica acaba por ser o primeiro obstáculo a criar um jogo divertido. É difícil navegar por muito dos elementos e a simples ação de colocar uma mesa no chão pode vir a ser uma tarefa herculeana. O mesmo sucede na interação com os animais, por muito divertidos que sejam. Tudo isto acaba por levar a uma jogabilidade frustrante, quando assim não deveria ser.

O mapa é vasto e colorido, apesar de não conter muitos pontos de interação. Ao caminhar pela cidade e conhecendo outras personagens percebe-se o potencial de Calico e o que mais o jogo pode ser com umas quantas atualizações. Ao contrário de Animal Crossing, por exemplo, o mapa aberto serve só para ir de A a B, descartando funcionalidades como apanhar e colecionar objetos. Mais tarde, é possível tornar os animais que adotamos suficientemente grandes para os utilizar como meio de transporte ao longo do mapa.

Fora a exploração e a gerência do café, existe um minijogo que tinha tudo para ser divertido e uma excelente adição à experiência, mas infelizmente não é. Para cozinhar seja o que for no café é preciso seguir um guia que pede um determinado número de ingredientes. Os ingredientes têm de ser atirados para uma tigela mas muitas das vezes caem do lado de fora, o que significa que se perde o ingrediente e o minijogo tem de recomeçar.

Por outro lado, um dos pontos positivos de Calico é a criação e personalização da personagem principal. Para além de se poder selecionar vários parâmetros do avatar escolhido como peso, altura ou comprimento das pernas, é dada uma liberdade que só é ampliada pela omissão de seleção de género, permitindo um sentido de criatividade raro entre jogos semelhantes, e que inclui escolher o tom de pele no caso de decidirmos viver a vida de uma personagem do Cartoon Network.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Os responsáveis por Calico têm muita paixão pelo seu projeto. Mesmo com todos os erros e problemas encontrados, nota-se que há qualquer coisa especial aqui. Infelizmente os problemas do jogo não permitem que Calico seja uma experiência divertida e envolvente. Ainda assim, consegue ser um jogo divertido em alguns momentos, como a adoção de animais ou cuidar do café. Resta esperar por atualizações futuras.
Os responsáveis por Calico têm muita paixão pelo seu projeto. Mesmo com todos os erros e problemas encontrados, nota-se que há qualquer coisa especial aqui. Infelizmente os problemas do jogo não permitem que Calico seja uma experiência divertida e envolvente. Ainda assim, consegue ser um jogo divertido em alguns momentos, como a adoção de animais ou cuidar do café. Resta esperar por atualizações futuras.
6/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Direção artística
  • Criação de personagens

Pontos negativos

  • Erros que prejudicam a experiência
  • Dificuldade na utilização dos controlos

Ulisses Domingues

Analisar um videojogo é como uma experiência gastronómica: pode correr muito bem, muito mal ou não correr de todo. Pelo menos é o que este membro da equipa acredita. No entanto, nunca deixará que a sua fome altere os critérios de análise. Pelo menos não muito.