LUNA The Shadow Dust – Análise

LUNA The Shadow Dust é um jogo belo, uma tapeçaria visual que faz lembrar um Gorogoa. O aspeto de ter sido pintado à mão tem o seu quê de onírico e se ambos os jogos são encantadores e querem ser memoráveis, apenas um o conseguiu e não foi LUNA.

O jogo começa bem e os primeiros níveis desta aventura “point and click” são promissores, mas rapidamente se sente uma certa monotonia e cansaço do género ou da amálgama de géneros. Encarnamos Uri, uma criança com um chapéu de orelhas de coelho, que se faz acompanhar por Layh. Ambas as personagens diferem no que diz respeito às suas habilidades na hora de resolver “puzzles” e avançar na torre misteriosa onde o jogo decorre. Em cada piso o par depara-se com personagens que parecem saídas do imaginário de Lewis Carroll e com divisões que sugerem um enredo livre à nossa interpretação.

Infelizmente o tom e o desenrolar não correspondem e acaba por ser difícil identificarmo-nos e estabelecermos uma relação com as personagens, ainda que se compreenda o propósito do jogo e a sua mensagem. É um jogo que evita recorrer à palavra, apostando na expressão visual e nas emoções para contar a sua história e embora funcione q.b., o desenvolvimento pessoal e do mundo do jogo acaba relegado para segundo plano. Este é um daqueles jogos que vingaria se o formato se aproximasse das convenções de um “visual novel” ou talvez de uma curta animada em vez de jogo. A banda sonora complementa o estilo imaginativo e comunica na perfeição o tom que os criadores têm em mente, mas a jogabilidade destoa e acaba por ficar na memória mais como um conjunto de quebra-cabeças dentro de um livro bonito.

Os “puzzles” são simples e acessíveis. Por norma, obedecem a um tema que varia consoante o piso e são estanques, na medida em que cada piso é uma área isolada e não recorre a “puzzles” anteriores nem encaixa num esquema maior. É de louvar que os “puzzles” puxem pela criatividade do jogador mas quem não tiver paciência pode sempre tentar o método da tentativa e erro. Quanto à conversãopara a Nintendo Switch, é competente e nada mais. Não usa o ecrã tátil, o que seria um excelente toque tendo em conta as mecânicas de jogabilidade deste LUNA. Os controlos não são intuitivos quando temos de mover as personagens e/ou selecionar os elementos no cenário.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Uma vez referido o que é necessário, LUNA consegue manter a curiosidade do jogador sobre o que vem a seguir. E só isso. Se a apresentação é exímia, o resto podia ser um pouco mais apurado. Ainda assim, joga-se bem e vai garantir umas horitas de diversão aos amantes de "puzzles". Ou de artes visuais.
Uma vez referido o que é necessário, LUNA consegue manter a curiosidade do jogador sobre o que vem a seguir. E só isso. Se a apresentação é exímia, o resto podia ser um pouco mais apurado. Ainda assim, joga-se bem e vai garantir umas horitas de diversão aos amantes de "puzzles". Ou de artes visuais.
6/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Direção artística

Pontos negativos

  • Sem uso do ecrã tátil

André Pereira

Tempo contado, demasiadas ocupações. Para aguentar uma crise de tenra idade, o André joga e escreve sobre jogos. É fã de RPG japoneses e de uma história de puxar à lágrima.

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