Warborn – Análise

Desde a sua apresentação que Warborn exibe uma inspiração visível no nunca esquecido Advance Wars. Warborn da Raredrop Games e publicado pela PQube na Nintendo Switch é um jogo de estratégia por turnos com uma temática futurista e combates em robôs gigantes. O jogador assume o controlo de Luella, piloto de Deity, gigante mecanizado pertencente à força mercenária NOMAD que realiza operações sob contrato de entidades externas. A inspiração para o enredo parece ter origem em séries de animação japonesa, nomeadamente Mobile Suit Gundam, apresentando imensas semelhanças no desenho das personagens e em alguns veículos. Durante o avançar da história podemos recrutar novos membros para o nosso esquadrão com habilidades únicas para o combate, enquanto o enredo serve apenas como um fundo que liga cada capítulo.

O combate em Warborn é disposto numa grealha hexagonal, com movimentos e ordem de combate semelhantes ao que se encontra em Advance Wars e nos jogos da série Fire Emblem, permitindo ao jogador movimentar-se e executar ações com todas as unidades do seu esquadrão antes de terminar o turno. Cada unidade pode também ter habilidades únicas que permitem ataques que lidem com mais do que uma unidade inimiga. As unidades também são afetadas por efeitos do terreno, como a presença de florestas ou edifícios, por exemplo, que implica maior probabilidade de se desviar de um ataque. Existem também mais ações e características únicas para tipos diferentes de unidades, como a capacidade de destruir armadilhas ou dar apoio adicional a unidades adjacentes.

O combate e a progressão são simples, sem arriscar em funcionalidades mais experimentais ou complexas que possam alienar alguns jogadores. Por outro lado acaba por se tornar demasiado formulaico e com o passar dos combates, nota-se uma certa estagnação e começam a tornar-se aborrecidos. Neste aspecto encaixa também a apresentação do jogo em geral. Embora as personagens apresentem algum cuidado adicional, os cenários e unidades de combate são muito semelhantes, com muito pouca variedade nos seus desenhos, e a direção artística parece demasiado simples, como se não quisessem arriscar.

Felizmente Warborn apresenta ainda algumas funcionalidades mais interessantes que lhe trazem uma longevidade saudável. É aqui que se incluem elementos como um modo cooperativo local e um editor de mapas, que permite a criação de um mapa personalizado para utilizar em multijogador contra um adversário através da internet.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Warborn é simples, e ainda dá para tirar algum proveito e matar saudades de um Advance Wars que nunca chegou, mas a sua simplicidade é também o seu maior problema. O jogo acaba por continuar a viver na sombra de uma obra com mais de uma década.
Warborn é simples, e ainda dá para tirar algum proveito e matar saudades de um Advance Wars que nunca chegou, mas a sua simplicidade é também o seu maior problema. O jogo acaba por continuar a viver na sombra de uma obra com mais de uma década.
6/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Interface simples e limpa
  • Combate acessível
  • Variedade de modos de jogo

Pontos negativos

  • Jogabilidade previsível
  • Enredo mínimo
  • Tempo de carregamento inicial muito longo

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.