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Batora: Lost Haven – Análise

Batora: Lost Haven é uma experiência ligeira e descomprometida que consiste num jogo de aventuras com elementos de “hack and slash” e de RPG. Batora coloca-nos num cenário pós-apocalíptico em que uma grande parte da população foi eliminada e os locais encontram-se devastados. A esperança do planeta recai na nossa protagonista, April, uma adolescente escolhida pelos Deuses e que vai viajar pelo universo para tentar reconstruir o seu mundo numa aventura marcada por combates intensos e muitas decisões difíceis. O enredo é desenvolvido através de sequências cinemáticas e diálogos, o que contribui para uma apresentação imersiva. O narrador não se destaca muito mas faz um trabalho competente em atribuir e definir os traços de personalidade dos protagonistas. Se é verdade que o enredo não se torna muito proeminente, cumpre muito bem a sua função de dar propósito à ação e afirma-se de forma positiva, o que torna a experiência mais memorável do que se esperaria.

Em Batora viajamos ao longo de quatro planetas com a missão de os recuperar, o que contribui também para a recuperação do nosso mundo. Cada planeta apresenta uma temática própria e nota-se que a nível da apresentação foi feito um esforço bem conseguido para os diferenciar entre si. Os níveis encontram-se repletos de inimigos, elementos e projéteis bastante coloridos e que sobressaem com naturalidade, algo essencial num jogo que se pretende de ritmo elevado. Um dos pontos mais interessantes é o sistema de tomada de decisão, onde nos são propostas alternativas à nossa escolha. Se isto não é inteiramente novo em jogos do género, destaca-se pelo peso que estas escolhas implicam e pela sua dificuldade, que vai muitas vezes pôr à prova a nossa bússola moral.

O sistema de combate é obviamente o maior protagonista. É rápido, com uma curva de aprendizagem equilibrada, e acessível aos menos experientes, mas suficientemente complexo para agradar aos que procurem explorar as suas capacidades. Podemos alternar entre dois tipos de poderes: a natureza do Sol é voltada para ataques diretos, enquanto a natureza da Lua serve para ataques à distância. Isto torna o combate bastante dinâmico e obriga o jogador a mudar de natureza frequentemente. O grau de exigência depende do nível de dificuldade escolhido mas mostra-se de forma globalmente justa.

A exploração ocorre de forma bastante simples e direta, e encontra-se implementada de maneira a que o jogador não se perca frequentemente no mapa. Os quebra-cabeças são bastante intuitivos e conseguem dotar ao jogo uma certa variedade capaz de camuflar alguma natureza repetitiva. A nossa personagem pode desenvolver os seus atributos ao ganhar experiência e subir de nível ou pelo uso de runas, onde a exploração assume um papel fundamental. Destaque também para o desempenho do jogo, bastante competente e sem momentos mais pesados, mesmo nos combates mais intensos. Os tempos de carregamento podiam ser mais rápidos mas não prejudicam a experiência de forma decisiva.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Batora: Lost Haven é um jogo de aventuras divertido, com uma forte componente de "hack and slash" e elementos de RPG e um enredo interessante e de final aberto que instiga o jogador a repetir a experiência para a explorar na sua totalidade. O sistema de combate é muitíssimo dinâmico usando duas variáveis diferentes em tempo real, e a sua complexidade assume contornos interessante na reta final do jogo. É um jogo descomprometido que não deve ser ignorado pelos apreciadores do género e que se mostra como uma boa introdução a jogadores menos experientes.
Batora: Lost Haven é um jogo de aventuras divertido, com uma forte componente de "hack and slash" e elementos de RPG e um enredo interessante e de final aberto que instiga o jogador a repetir a experiência para a explorar na sua totalidade. O sistema de combate é muitíssimo dinâmico usando duas variáveis diferentes em tempo real, e a sua complexidade assume contornos interessante na reta final do jogo. É um jogo descomprometido que não deve ser ignorado pelos apreciadores do género e que se mostra como uma boa introdução a jogadores menos experientes.
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Sistema de combate dinâmico
  • Enredo aberto

Pontos negativos

  • Bastante linear

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.

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