Wreckfest – Análise

A Nintendo Switch tem recebido inúmeras adaptações de jogos originalmente feitos para outras plataformas, com maior ou menor sucesso. Wreckfest da THQ Nordic é o exemplo mais recente dessas adaptações, e o resultado é deveras interessante: o que aqui temos é uma proposta competente e bem feita, capaz de surpreender os jogadores da Switch. Para quem não conhece, Wreckfest é um jogo de corridas com uma jogabilidade “arcade” que anda de mãos dadas com a destruição de veículos. Lançado em 2018 para PC, passou por outras plataformas até aterrar agora na nossa consola de eleição. É como uma mistura entre FlatOut, ou não fosse produzido pela pelo mesmo estúdio (Bugbear Entertainment), e Destruction Derby. Além das corridas propriamente ditas, arrasar veículos alheios e sobreviver a acidentes é a ordem do dia.

Em relação ao conteúdo, Wreckfest não desilude. Há uma panóplia de modos de jogo à escolha, desde carreira, passando por eventos personalizados, multijogador online, torneios e garagem. O ponto central da experiência a solo deste jogo é a carreira, dividida por cinco campeonatos, sendo que apenas o primeiro está acessível de início. A progressão pelos eventos dá acesso a outros campeonatos até os cinco estarem disponíveis. Os eventos vão desde corridas relativamente convencionais a momentos mais excêntricos, onde se incluem cortadores de relva ou eventos ao estilo Destruction Derby com arenas de destruição.

O multijogador tem uma série de opções, com partidas rápidas, eventos mistos, eventos especiais mistos e demolição. É ainda possível ver todos os servidores disponíveis e escolher em qual queremos entrar, assim como fazer partidas privadas ou criar uma partida pública. Já no modo torneio são disponibilizados desafios diários, semanais e de temporada – Wreckfest vai na temporada 21. Estes desafios dão acesso a pontos que podem ser gastos em veículos especiais de temporada. Através da garagem é possível comprar veículos e proceder à sua personalização, que vai desde a colorização ao nosso gosto, alterar o desempenho e blindagem, mudar características dos travões, suspensão ou outras componentes. Elementos bem-vindos e que fazem falta em jogos como este.

Mais importante que a vastidão de conteúdo, o que interessa é o desempenho do jogo, e em pista a experiência é igualmente positiva. A jogabilidade é acessível, como convém numa experiência “arcade”, e sente-se a variação entre os veículos. O sistema de danos é do melhor que se encontra e é notável a forma como Wreckfest corre na Nintendo Switch. Verdade que exibe menos pormenores e está longe do grafismo apresentado nas plataformas mais potentes, mas é visualmente muito agradável e corre a uns quase sempre estáveis trinta fotogramas por segundo, mesmo em momentos mais caóticos. Já os tempos de carregamento são um pouco longos.

Wreckfest é uma adaptação muito bem conseguida para a Nintendo Switch. A maior crítica está na forma como é vendido nas lojas e na eShop. Wreckfest foi colocado à venda por um preço razoável de €39,99 mas existem conteúdos descarregáveis pagos que ascendem a quase trinta euros. Somando esses valores, esta versão fica mais cara do que a versão completa para as outras plataformas, que inclui os referidos DLC e custa €49,99.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
8 10 0 1
Uma adaptação bem conseguida, plena de conteúdo e que oferece a experiência mais completa deste género. Wreckfest traz a diversão de destruir carros para a Nintendo Switch da melhor forma possível.
Uma adaptação bem conseguida, plena de conteúdo e que oferece a experiência mais completa deste género. Wreckfest traz a diversão de destruir carros para a Nintendo Switch da melhor forma possível.
8/10
Total Score

Pontos positivos

  • Bastantes modos de jogo
  • Sistema de danos
  • Adaptação competente
  • Caos e diversão

Pontos negativos

  • Tempos de carregamento longos
  • Preço pela versão completa

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.