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Monster Rancher 1 & 2 DX – Análise

As duas primeiras entradas da mítica série Monster Rancher recebem uma nova vida nesta coletânea com um aspeto visual atualizado e uma panóplia de melhoramentos com vista a modernizar dois jogos com bases datadas em relação aos nossos dias. Trata-se de um trabalho de conversão bem conseguido, ainda que apoiado no estatuto de jogos de culto que os fãs mantêm em relação a estes dois jogos.

Monster Rancher 1 e 2 têm como foco a criação de criaturas com o propósito de competir em torneios de combate. À partida é um conceito não muito diferente do que se encontra na série Pokémon, mas as suas (pequenas) semelhanças terminam aí. Desde a forma como cada criatura é treinada à maneira como o combate se desenrola, esta duo de obras vai surpreender os mais distraídos.

O calendário de jogo está dividido em meses e anos; cada mês conta com quatro semanas e no fim de cada mês tem lugar uma competição. Inicialmente apenas é possível participar nas competições de nível de dificuldade mais baixo mas o panorama muda à medida que avançamos e o desempenho da nossa criatura se torna mais significativo. Nas semanas entre as competições podemos delegar tarefas à criatura com o objetivo de lhe desenvolver os parâmetros, como vitalidade, agilidade, entre outros. Cada criatura tem uma propensão para determinadas habilidades em detrimento de outras. O cansaço tem também algum peso no sucesso de cada sessão de treino e dos combates. Conseguir um equilíbrio entre treino e descanso com base no calendário é essencial e é um dos aspetos mais complexos de gerir, porque a existência de tutoriais é mínima e o jogador vê-se num processo de tentativa e erro que nem sempre é divertido.

O combate (que decorre por turnos) é de início a parte mais frustrante, sendo praticamente desprovido de qualquer interação por parte do jogador salvo alguns comandos quanto ao movimento da criatura que nem sempre correspondem exatamente ao que pretendemos. Caso o jogador tenha ultrapassado a fase inicial de não saber bem o que fazer e consiga dominar minimamente os infindáveis menus que acompanham todas as tarefas em ambos os jogos, o combate torna-se uma experiência mais gratificante e a diferença entre uma criatura mais débil e outra mais forte é bastante visível. O desafio está mesmo em jogar durante tempo suficiente para chegar a esse ponto.

Esta versão dos dois jogos nunca poderia incorporar a caraterística mais única da série: o uso de CDs para originar criaturas completamente novas, reagindo aos dados do disco – mesmo que este não tivesse nada a ver com o jogo, ainda que alguns CDs de jogos produzissem criaturas específicas. Foi o seu maior ponto de atração e compreende-se, tratando-se de algo inteiramente novo. Para este relançamento, esta característica foi trocada pela introdução do nome de um álbum que conste da base de dados do jogo e ver o seu resultado. É simples e funcional mas muito distante do que se encontrava nos originais e uma das maiores razões para os experimentar. Para os fãs mais acérrimos da série, Monster Rancher 1 & 2 DX traz uma boa dose de nostalgia da época. Mesmo com poucas mudanças em relação à jogabilidade e estrutura dos originais, as pequenas melhorias na interface e no aspeto visual certamente valem a pena. Para os que não têm uma relação próxima com a série, esta não será a introdução mais acessível.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
6 10 0 1
Monster Rancher 1 & 2 DX é uma oferta competente para quem esperava o regresso da série, seja para jogar em qualquer lado ou pelas melhorias feitas na experiência de jogo. Para o público em geral esta combinação dificilmente vai justificar a viagem no tempo.
Monster Rancher 1 & 2 DX é uma oferta competente para quem esperava o regresso da série, seja para jogar em qualquer lado ou pelas melhorias feitas na experiência de jogo. Para o público em geral esta combinação dificilmente vai justificar a viagem no tempo.
6/10
Total Score

Pontos positivos

  • Desenvolvimento de criaturas profundo e complexo
  • Desenho criativo das criaturas
  • Imenso conteúdo por explorar

Pontos negativos

  • Combate excessivamente aleatório
  • Falta de tutoriais
  • Efeitos sonoros datados

Diogo Caeiro

Insiste diariamente na superioridade da série Metroid Prime. Habitualmente ocupado a salvar o mundo de mais um deus irado, pausando ocasionalmente para redigir a sua próxima crónica.

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