Mary Skelter Finale – Análise

Mary Skelter Finale traz à Nintendo Switch o culminar do verdadeiro final apresentado em Mary Skelter Nightmares, jogo que foi incluído com Mary Skelter 2, títulos igualmente disponíveis na consola da Nintendo. Se o segundo capítulo repensou muito do que foi apresentado no jogo original, o capítulo final vem concluir a história. O grupo de Jack e Alice, agora também com Otsuu e Little Mermaid bem como todos os companheiros de aventura dos contos de fadas, consegue finalmente chegar à superfície. Contudo, a sua esperança de uma vida melhor sofre um revés bastante grave ao depararem-se com montanhas de cadáveres, uma Jail flutuante, e um novo grupo de inimigos formidáveis conhecidos como Massacre Pink. Os protagonistas conseguem pôr-se a salvo com a ajuda de Hikari, mas acabam separados em vários grupos numa nova Jail Tower. Sem notícias dos seus amigos, cada grupo começa a explorar os seus novos ambientes em busca de uma saída e de uma forma de enfrentar as Massacre Pink, para assim conquistarem a sua liberdade.

Mary Skelter Finale não se afasta da fórmula da série no que diz respeito a sistemas de jogo e a mecânicas de combate e exploração. Mary Skelter é uma série de jogos DRPG com uma perspetiva na primeira pessoa e onde se exploram masmorras labirínticas. Incluídos estão também combates aleatórios e “puzzles” para desvendar o caminho a seguir, utilizando as habilidades de cada personagem para facilitar o avanço. A novidade aqui presente e que muda o ritmo de jogo é a representação dos grupos separados, o que torna a progressão bastante mais lenta para cada Jail. No primeiro capítulo temos acesso a seis grupos distintos, cada um com acesso à parte da Jail onde se encontra, e precisa da ajuda do grupo que se encontra na mesma Jail para abrir passagens. A qualquer altura podemos trocar de grupo e seguir a história de cada um, sendo necessário trocar de grupo quando não encontramos forma de progredir.

Embora de início seja interessante, o sistema de grupos acaba por tornar o ritmo do jogo demasiado lento. A gestão de inventários, níveis, habilidades e corrupção das quinze personagens torna-se bastante mais pesada, e o desenvolvimento das personagens é muito mais lento devido à troca constante entre grupos. Embora seja uma mecânica interessante que nos motiva, ou dito de forma mais correta, nos obriga a trocar constantemente de grupos para avançar, acaba por se tornar mais frustrante do que devia. No entanto, quem goste de fazer uma dança regular de gestão minuciosa de otimização de todos os membros do seu grupo tem aqui uma belíssima oportunidade. Em geral, Mary Skelter Finale não se afasta dos temas explorados nos jogos anteriores, e acaba por introduzir um bom número de personagens novas que complementam as já existentes. O jogo apresenta também um novo mistério quando as personagens anteriores já tinham o seu desenvolvimento pessoal fechado em Mary Skelter: Nightmares e Mary Skelter 2.

Quem já se encontre investido no mundo de Mary Skelter vai aqui encontrar uma sequela com muito mais do mesmo, mas com o derradeiro final da trilogia. Quem estiver curioso para experimentar um dos jogos da série mas nunca tiver pegado em nenhum dos anteriores, há uma galeria que permite assistir a toda a história dos outros jogos. Como bónus adicional, Mary Skelter Finale traz ainda um pequeno romance gráfico intitulado Locked Up in Love – Blood High. Este não se encontra ligado ao jogo principal mas coloca as suas personagens num ambiente de escola secundária com bastante humor e romance à mistura.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Mary Skelter Finale não vem revolucionar a série, prefere antes continuar com o que funciona e trazer uma experiência semelhante mas com uma visão mais ampla ao oferecer exploração com vários grupos. No entanto, esta separação também acaba por prejudicar a experiência ao tornar o jogo mais lento e menos dinâmico que os anteriores.
Mary Skelter Finale não vem revolucionar a série, prefere antes continuar com o que funciona e trazer uma experiência semelhante mas com uma visão mais ampla ao oferecer exploração com vários grupos. No entanto, esta separação também acaba por prejudicar a experiência ao tornar o jogo mais lento e menos dinâmico que os anteriores.
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Perspetivas mais variadas
  • Personalização das personagens
  • Jogo extra incluído

Pontos negativos

  • Troca constante entre grupos prejudica o ritmo
  • Alguns picos de dificuldade

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.