AnálisesSwitch

Trigger Witch – Análise

Dos criadores de Reverie, Trigger Witch é uma obra recente que chega à loja digital da Nintendo Switch e nos surpreende pela mistura de conceitos. Numa leitura à superfície, parece decalcar a estrutura de um jogo de aventura da era 16-bit inspirado na série Zelda, seja pela perspetiva, seja pela visão artística. No entanto e em vez de se fiar em poderes mágicos, o nosso grande aliado é um arsenal vasto, o que leva o jogo a assumir a forma de um “shooter” de dois manípulos.

Em Trigger Witch desempenhamos o papel de Colette, uma aluna da academia da Feitiçaria e do Gatilho. Um homem misterioso invade o seu domínio e desencadeia uma série de acontecimentos que viram a vida de Colette do avesso, colocando-a na pele da única heroína com poder de fogo suficiente para restaurar a paz. O enredo é simples e enquadra bem as personagens e a aventura.

O combate é um ponto central e também o que dá força a Trigger Witch. Não faz sombra aos seus pares e nenhuma componente deste jogo se destaca a esse nível, mas é suficientemente funcional e divertido. Há um arsenal bastante grande à nossa disposição, que inclui pistolas, metralhadoras, lança-chamas, entre outras opções mais ou menos demolidoras. A progressão não é das mais rápidas e é algo lento para avançar a nível de armamento. Existem ainda alguns “puzzles” relativamente desinspirados pelo meio. Já o banho de sangue deixado para trás nos cenários oferece um contraste interessante com a variedade de cores. 

Se o combate é robusto, a vertente técnica não é a mais impressionante. A referida variedade de cores é digna de registo e a direção artística “pixel art” faz o seu trabalho, embora esteja longe de deslumbrar. A componente sonora por sua vez cai rapidamente no esquecimento, com músicas pouco ou nada memoráveis e efeitos sonoros algo inexpressivos e demasiado genéricos.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Trigger Witch não é excecional em nenhuma vertente, mas procura a diferença fundindo géneros distintos. Consegue ser suficientemente agradável e cativante para merecer a atenção quer de fãs da série Zelda, quer de adeptos de “shooters”. 
Trigger Witch não é excecional em nenhuma vertente, mas procura a diferença fundindo géneros distintos. Consegue ser suficientemente agradável e cativante para merecer a atenção quer de fãs da série Zelda, quer de adeptos de “shooters”. 
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Conceito diferente mas eficaz
  • Combate suficientemente robusto
  • Variedade de cores

Pontos negativos

  • Quebra-cabeças pouco inspirados
  • Componente sonora desilude

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

Privacy Overview
Starbit

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.

Strictly Necessary Cookies

Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.