Pathway – Análise

Pathway é um “roguelite” desenvolvido pela Robotality e que foi lançado para PC em 2019. Embora tenha recebido algumas melhorias, Pathway continua a ser um pouco estranho de jogar. O jogo apresenta-se como uma aventura num deserto, vagamente inspirado por filmes como a série Indiana Jones onde formamos um pequeno grupo de exploradores numa caça ao tesouro pelo Médio Oriente, tudo isso enquanto encontramos soldados nazis ao longo do caminho. A travessia é feita num mapa com vários percursos a tomar, em cada destino podemo-nos deparar com soldados, encontrar um tesouro perdido, ou locais de descanso, entre outras surpresas. 

A cada turno de viagem o nosso jipe gasta combustível, fator que determina as paragens que temos de fazer. Fora isso, em cada paragem temos uma pequena interação com o enredo, onde nos é descrito o local e qual a ação a tomar. Em termos de enredo não se encontra aqui nada digno de destaque: curtas descrições de ruínas desconhecidas e um ou outro encontro com soldados acabam por constituir a maior parte da exposição narrativa que encontramos em Pathway. Existem também algumas oportunidades para recrutar um membro novo para o grupo, o que pode facilitar a viagem até ao fim, ou complementar o grupo caso tenhamos já perdido alguém pelo caminho. Neste aspeto é importante indicar que o foco principal de Pathway acaba por ser o seu sistema de combate tático por turnos.

Pegando no nosso grupo intrépido de aventureiros que escolhemos no início da campanha, cada um com o seu equipamento único e habilidades distintas, teremos de nos salvar de tiroteios com soldados no deserto ou bandidos que nos tentam assaltar no caminho para o tesouro. O combate é relativamente simples, cada personagem tem uma ação de movimento e combate por turno, seguidas pelo turno do inimigo, e assim por diante. Existem locais que oferecem cobertura contra fogo inimigo e objetos que podemos explorar para nos livrarmos de inimigos com mais facilidade, como barris que explodem quando atingidos por balas. O sistema é bastante simples e cumpre bem a sua função, mas não esperem um sistema muito aprofundado ou robusto como o de X-COM. Infelizmente, embora o combate seja o foco principal este acaba por se tornar repetitivo, e ainda que existam vários mapas para campanhas diferentes não há assim tanta variedade que nos faça voltar após completar cada um deles pelo menos uma vez.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
6 10 0 1
Pathway apresenta várias ideias interessantes juntas, mas não as aprofunda o suficiente para que se tornem realmente cativantes. A direção artística é espantosa mas fora isso, o ciclo de jogo torna-se repetitivo demasiado depressa e tem pouca margem para nos trazer variedade e eventos inesperados e interessantes pelo caminho.
Pathway apresenta várias ideias interessantes juntas, mas não as aprofunda o suficiente para que se tornem realmente cativantes. A direção artística é espantosa mas fora isso, o ciclo de jogo torna-se repetitivo demasiado depressa e tem pouca margem para nos trazer variedade e eventos inesperados e interessantes pelo caminho.
6/10
Total Score

Pontos positivos

  • Ambiente visual muito bom
  • Variedade de personagens

Pontos negativos

  • Perde atratividade depressa
  • Combate repetitivo

André Reis

O chicote que mantém a máquina a funcionar. Entusiasta pela indústria e com um gosto variado, mas com um especial amor por JRPG, nunca deixa escapar uma boa promoção e por consequência tem uma coleção maior do que alguma vez poderá ter tempo para a terminar.

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