Destropolis – Análise

Se há jogos que se encontram muito bem representados na eShop da Nintendo Switch são os chamados “twin-stick shooters”. Não falta qualidade e variedade aos mais diversos preços e adaptados às necessidades dos jogadores. Destropolis é mais um nome nesse leque de opções já bastante vasto, garantindo uma experiência fulgurante mas minimalista, e a um preço reduzido. Destropolis é assim um jogo de tiros frenético e sem complicações com um aspeto viual simples e de influências retro. Passa-se numa cidade futurista, repleta de inimigos das mais diversas formas geométricas. Controlamos um pequeno diamante azul equipado até aos dentes e o objetivo passa por destruir o máximo possível de inimigos antes que eles acabem connosco. 

Essencialmente Destropolis funciona à base de vagas de inimigos que se precipitam na direção do jogador. Ao todo há seis tipos diferentes de inimigos, cada um com elementos distintos. Por exemplo, os cubos são numerosos e perigosos quando se aproximam; os obeliscos disparam “lasers”; as bombas esféricas explodem em caso de contacto; os “bosses” grandes e hexagonais causam estragos com as suas metralhadoras enormes. Para os derrotar há mais de uma dezena de armas onde se incluem caçadeiras, espingardas, mísseis, armas “laser” e até lança-bombas nucleares. As armas vão aparecendo aleatoriamente no cenário à medida que limpamos os inimigos. Juntamente com aquele arsenal, há habilidades e “power-ups” que se vão tornando disponíveis. A experiência pode ser jogada a solo ou com até três jogadores no modo cooperativo.

Destropolis é divertido, com uma jogabilidade bem apurada e capaz de criar alguns momentos frenéticos, sobretudo em sessões cooperativas. No entanto, o jogo é curto e não apresenta grande profundidade ou motivos de interesse após os primeiros contactos, sendo mais indicado para sessões curtas. Alia-se a isto um estilo artístico minimalista, com uso de cores e efeitos luminosos explosivos. A própria banda sonora composta pelo artista LukHash e que consiste numa fusão de “chiptunes”, elementos “cyberpunk” e “synthwave” encaixa na perfeição em Destropolis.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
7 10 0 1
Minimalista e frenético, são as duas palavras que melhor descrevem Destropolis. É uma experiência fresca e eficaz num género já saturado, mas carece da profundidade e conteúdo para jogatanas mais prolongadas. 
Minimalista e frenético, são as duas palavras que melhor descrevem Destropolis. É uma experiência fresca e eficaz num género já saturado, mas carece da profundidade e conteúdo para jogatanas mais prolongadas. 
7/10
Total Score

Pontos positivos

  • Conceito minimalista
  • Diversidade de armas e "power-ups"
  • Banda sonora de qualidade

Pontos negativos

  • Parco em conteúdo
  • Repetitivo em sessões longas

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

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