Wonder Boy Asha in Monster World – Análise

Monster World IV foi originalmente lançado para a Mega Drive e destacou-se por ser um dos jogos que melhor soube explorar as capacidades gráficas da consola, mas nunca foi lançado fora do mercado nipónico. Os apreciadores da série Wonder Boy tiveram então de esperar alguns anos para o poderem jogar, fazendo deste um dos jogos mais procurados da série. É assim com muita curiosidade que recebemos Wonder Boy Asha in Monter World, uma adaptação de Monster World IV para um formato contemporâneo, mantendo-se extremamente fiel ao original.

A jogabilidade foi traduzida de forma exímia e apesar do ritmo algo lento, fiel aos padrões da época, apresenta um grau de desafio elevado com uma curva de aprendizagem equilibrada e uma longevidade sustentada. Embora se trate de um jogo de ação e plataformas, encontram-se vários elementos de RPG como a possibilidade de desenvolver a nossa personagem com recurso a armamento, material defensivo e incrementos de vitalidade. Este processo é um excelente tónico para motivar o jogador a tentar explorar ao máximo cada secção do mapa, com um verdadeiro impacto na experiência e revelando-se mais eficaz que o habitual do género. Aqui o rigor compensa e manter a nossa personagem no limite das suas capacidades é especialmente importante pelo grau de desafio que o jogo representa, principalmente nas batalhas contra os “bosses” finais. Para os jogadores com menos experiência existe um modo simplificado onde é possível atuar sobre a vitalidade da personagem mais frequentemente e apanhar moedas de forma mais simples.

Visualmente o jogo faz um excelente trabalho em aproximar a obra dos padrões contemporâneos ao mesmo tempo que respeita o original, a versão Switch apresenta-se de forma competente quer no ecrã da Switch quer num ecrã de televisão, com padrões muito semelhantes em aspeto visual e desempenho. A função HD Rumble foi muito bem implementada e é um ponto positivo para quem vê aqui um grande valor acrescentado. A banda sonora saiu a ganhar com a nova instrumentação e apesar de globalmente ser repetitiva, o que é habitual para jogos como este, não a torna saturante. Para os mais saudosistas encontra-se também a possibilidade de jogar com a banda sonora original, embora tenha de se usar um código especial para o efeito, uma alusão a um procedimento muito popular nos anos 90. A versão física inclui o Monster World IV original, um ponto especial para os mais saudosistas e uma oportunidade rara de jogar o jogo em que este “remake” se baseia.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
8 10 0 1
Wonder Boy Asha in the Monster World marca o regresso de um dos jogos mais interessantes da sua época e atinge um equilíbrio raro entre parâmetros contemporâneos e a fórmula original. A conversão para a Nintendo Switch é muito competente e a versatilidade da consola e a funcionalidade HD Rumble fazem desta a versão definitiva do jogo, brindando ainda os fãs com o original que se encontra presente na versão física desta entrega.
Wonder Boy Asha in the Monster World marca o regresso de um dos jogos mais interessantes da sua época e atinge um equilíbrio raro entre parâmetros contemporâneos e a fórmula original. A conversão para a Nintendo Switch é muito competente e a versatilidade da consola e a funcionalidade HD Rumble fazem desta a versão definitiva do jogo, brindando ainda os fãs com o original que se encontra presente na versão física desta entrega.
8/10
Total Score

Pontos positivos

  • Melhoria visual e sonora seguem o material de origem
  • Modalidade mais acessível a recém-chegados
  • Presença do jogo original, embora limitada à versão física

Pontos negativos

  • Ritmo lento em níveis mais extensos

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.