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Harvest Moon: One World – Análise

Harvest Moon é um nome sonante dos videojogos e alguns dos seus títulos são autênticos clássicos. No entanto, as suas encarnações mais recentes não têm conseguido fazer jus à reputação da série. One World tinha expectativas legítimas de implementar uma grande inovação na série, transitando para um esquema de exploração e aventura e assim incorporar tendências mais recentes que se encontram noutros jogos.

Infelizmente, One World falha desde logo em tornar o enredo apelativo, ou pelo menos em transmitir um sentido de propósito capaz de transcender o sentimento tarefeiro que se encontra ao longo do jogo. A agricultura está a desaparecer do mundo e a nossa missão é recuperá-la através da fantasia. Apesar de demasiado esotérico, o conceito até poderia resultar mas o enredo nunca chega a ganhar qualquer profundidade ou sentido de exploração de personagens. É um elemento completamente secundário ao qual não foi dada a devida atenção.

A jogabilidade segue um esquema simples basado em ir do ponto A ao ponto B. A exploração poderia tornar este elemento interessante mas os mapas são demasiado vagos e genéricos, com poucos elementos que justifiquem passar algum tempo a explorar o mundo do jogo. Cumprir as missões torna-se assim uma obrigação penosa e repetitiva. A interação com o mundo é completamente desprovida de sentido, as lojas são pouco relevantes, os animais proporcionam pouca interação além da óbvia, e as outras personagens são na sua generalidade bastante entediantes.

Se o destaque da série sempre foi a agricultura, o que dizer de um mundo onde ela desapareceu? Pois bem, as suas mecânicas são do mais simplistas que se pode imaginar: podemos plantar em locais predeterminados, o que obriga o jogador a viajar para cada quinta otimizando as colheitas. Existe um mecanismo de viagem rápida, mas encontra-se pouco apurado e não permite que o jogador se dedique de forma tranquila a esta atividade, sendo apenas mais um motivo de frustração.

As conhecidas interações secundárias da série estão também aqui representadas de forma muito reduzida e limitada, o que acaba por ser coerente com a falta dos elementos principais. Globalmente é um jogo pobre em conteúdo e que não é capaz de ombrear com outras propostas semelhantes na Switch. O nome Harvest Moon tem perdido peso, apesar do seu magnífico legado, e One World não é certamente o impulso que todos aguardávamos para a série.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
3 10 0 1
Infelizmente estamos perante um jogo simplista, desinspirado e parco em conteúdo, acentuado de forma dramática pelo seu carácter repetitivo e tarefeiro. Uma entrada pálida numa série outrora relevante.
Infelizmente estamos perante um jogo simplista, desinspirado e parco em conteúdo, acentuado de forma dramática pelo seu carácter repetitivo e tarefeiro. Uma entrada pálida numa série outrora relevante.
3/10
Total Score

Pontos positivos

  • Tentativa de inovar

Pontos negativos

  • Personagens desinteressantes
  • Mecânicas de agricultura simplistas
  • Mapas vagos e vazios
  • Sistema de viagem rápida pouco apurado
  • Demasiado tarefeiro

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.

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