Five Dates – Análise

Five Dates é uma experiência cinematográfica interativa que retrata a nova realidade dos limites impostos às interações sociais vivida durante o confinamento provocado pela pandemia do vírus SARS-CoV-2. Assumimos o papel de Vinny, um jovem que se aventura num site de encontros em busca da sua cara metade.

A jogabilidade consiste em fazer pequenas escolhas que vão determinar a forma como o enredo se desenrola. O trabalho de representação dos atores é digno de registo e confere algum realismo à experiência. Existem inúmeros cenários possíveis e a curiosidade do jogador pode levar-nos a realizar várias sessões diferentes, mas o apelo é bastante limitado. As interações secundárias com o nosso amigo Callum são um ponto alto do enredo, enquanto as restantes interações são o que se espera de jogos semelhantes. Isto torna por vezes a experiência em si bastante constrangedora, como se estivéssemos a espiar uma conversa privada ou fôssemos uma pessoa a mais na sala… 

Não existe muito mais a dizer sobre Five Dates. A jogabilidade é intuitiva e simples e baseia-se em fazer escolhas, não existe uma forma errada ou certa de jogar e fica a cargo do jogador a decisão do rumo que o jogo/filme vai levar. Encontrar a pessoa certa para Vinny é um conceito demasiado ténue para estimular o jogador a explorar tudo o que o jogo tem para nos oferecer.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Five Dates retrata os limites impostos às interações pessoais durante o confinamento numa experiência cinematográfica interativa. As representações são de destacar e o enredo mantém-se coerente ao longo das escolhas que fazemos. Mas o conceito esgota-se demasiado depressa e acaba por ser mais constrangedor que interessante.
Five Dates retrata os limites impostos às interações pessoais durante o confinamento numa experiência cinematográfica interativa. As representações são de destacar e o enredo mantém-se coerente ao longo das escolhas que fazemos. Mas o conceito esgota-se demasiado depressa e acaba por ser mais constrangedor que interessante.
5/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Representação competente
  • Enredo coerente
  • Conceito fácil de compreender

Pontos negativos

  • Pouco propósito e perde atração rapidamente

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.