Ellipsis – Análise

Ellipsis é um jogo que junta uma vertente de ação à resolução de quebra-cabeças: somos desafiados a mover um círculo na direção de determinados pontos até que um portal se abre e avançamos para o nível seguinte. O conceito é simples mas adensa-se com a variedade das arenas e introdução de obstáculos de forma gradual, aumentando assim a complexidade dos níveis. O nosso desempenho em cada nível é avaliado numa pontuação de três estrelas seguindo as convenções habituais popularizadas nos dispositivos móveis.

A jogabilidade é simples e intuitiva, mas o jogo assume contornos bastante distintos dependendo da forma como utilizamos a Switch. Num ecrã de televisão os controlos são mais difíceis mas temos uma visão mais abrangente da arena, é mais fácil antecipar perigos e identificar padrões. No ecrã da Switch utilizamos controlos táteis, o que torna a navegação muito mais eficaz mas diminui a visibilidade e dificulta a leitura correta do nível, sendo algo que se nota sobretudo na Switch Lite.

Ellipsis conta com oito mundos diferentes e mais de uma centena de níveis para explorar. No entanto, a experiência acaba por ser algo curta devido à simplicidade de cada um. A busca de três estrelas em cada arena acaba por estender um pouco a longevidade. A direção artística minimalista e um ambiente visual à base de vetores néon sobre um fundo preto é eficaz e não compromete, mas não consegue imprimir ao jogo uma individualidade que ele merece. A banda sonora segue o mesmo padrão e acompanha bem o desafio.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Ellipsis é um jogo simples que junta um conceito de ação à resolução de quebra-cabeças sob a forma de pequenos desafios. A jogabilidade é bastante diferente mediante o esquema de controlos escolhido, não existindo no entanto uma configuração perfeita para aproveitar a fórmula ao máximo. Uma experiência fugaz mas cativante, ideal para sessões curtas de jogo.
Ellipsis é um jogo simples que junta um conceito de ação à resolução de quebra-cabeças sob a forma de pequenos desafios. A jogabilidade é bastante diferente mediante o esquema de controlos escolhido, não existindo no entanto uma configuração perfeita para aproveitar a fórmula ao máximo. Uma experiência fugaz mas cativante, ideal para sessões curtas de jogo.
6/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Mistura de géneros bem implementada
  • Interessante para sessões curtas de jogo

Pontos negativos

  • Limitações na jogabilidade
  • Sem argumentos de destaque

Sérgio Mota

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.