HyperBrawl Tournament – Análise

Seguindo a mais recente onda de jogos competitivos pouco convencionais surge HyperBrawl Tournament, um misto de jogo de luta (na senda da série Smash Bros.) com o desporto de andebol da Milky Tea que coloca até quatro jogadores numa arena repleta de ação frenética, experiência que nos seus melhores momentos oferece um caos divertidíssimo para toda a gente.

As partidas realizam-se num formato de dois contra dois, com um elenco de oito personagens por onde escolher. Estas dividem-se em três especialidades distintas: velocidade, força e técnica, que diferenciam cada uma. Enquanto uma personagem mais veloz é melhor para transportar a bola pela arena, é menos boa em confrontos físicos. A forma como as equipas são compostas é importante, sendo necessário combinar tipos de personagens que possam executar uma estratégia vencedora contra a combinação da oposição. O arsenal escolhido é também igualmente importante, pois é através dele que teremos opções como eliminar o adversário ou impedir os seus movimentos e lançamentos à nossa baliza.

A jogabilidade é bastante simples mas tem nuances suficientes para o tornar num jogo mais dependente da capacidade de cada jogador do que parece inicialmente. Mesmo tendo em conta fatores como mudanças na arena ou alguma perda de bola inesperada, situações como a força ou a trajetória de cada lançamento são fulcrais. Decisões como quando se deve atacar o adversário ou que tipo de curvatura dar ao lançamento podem fazer toda a diferença entre um golo marcado ou um golo sofrido.

Para além dos habituais modos de partidas rápidas, a solo ou acompanhado, encontra-se ainda um modo campanha que remete o jogador para uma sequência de jogos contra outras personagens e um modo online contra equipas compostas por um jogador e um bot. A inteligência artificial funciona bem mas é algo genérica na forma como aborda cada partida, confundindo constantemente ataque com a defesa. Como se isso não bastasse, está demasiado orientada para uma movimentação ofensiva, o que causa um desequilíbrio algo frustrante em certas partidas. A ausência de um formato que coloque dois jogadores contra outros dois jogadores sem o uso de bots também sobressai, e impossibilita a execução de estratégias mais complexas neste ambiente. Igualmente incompreensível é a impossibilidade de dois jogadores não poderem jogar a campanha juntos, seja a nível local ou online, mesmo que o possam fazer um contra o outro nas partidas rápidas. De realçar que entre todos estes modos existe um sistema de progressão que recompensa o jogador com elementos cosméticos de diferentes tipos que, embora pouco relevantes, são uma boa adição para todos aqueles que pretendem investir algum tempo no jogo.

Visualmente, embora o jogo tenha um aspeto agradável em situações mais calmas, é por vezes bastante difícil distinguir os elementos na arena nos momentos maiscenários caóticos, problema agravado no formato portátil. Não sendo possível aumentar a resolução e o desempenho do jogo, seria pelo menos de esperar que tivessem sido incluídos alguns indicadores de jogo para as personagens e a bola. No departamento sonoro nada a apontar, apresenta uma seleção musical maioritariamente eletrónica que acompanha bem o tema futurista de HyperBrawl Tournament.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
Pouco recomendável a solo, HyperBrawl Tournament consegue ser muito divertido acompanhado por mais três amigos, com a sua ação caótica e conceito criativo. É no entanto incompreensível que só uma das modalidades permita uma experiência multijogador num jogo como este.
Pouco recomendável a solo, HyperBrawl Tournament consegue ser muito divertido acompanhado por mais três amigos, com a sua ação caótica e conceito criativo. É no entanto incompreensível que só uma das modalidades permita uma experiência multijogador num jogo como este.
6/10
Pontuação Final

Pontos positivos

  • Conceito divertido
  • Jogabilidade com profundidade
  • Opções de personalização

Pontos negativos

  • Falta de indicadores visuais
  • Multijogador muito restrito
  • Inteligência artificial inconsistente

Diogo Caeiro

Insiste diariamente na superioridade da série Metroid Prime. Habitualmente ocupado a salvar o mundo de mais um deus irado, pausando ocasionalmente para redigir a sua próxima crónica.

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