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Elden: Path of the Forgotten – Análise

Produzido pela Onerat Games, Elden: Path of the Forgotten é mais um título “indie” de ação e aventura a seguir uma direção “Souls-like” no que ao combate diz respeito. Indo buscar influências a séries como The Legend of Zelda e a jogos como Hyper Light Drifter e Superbrothers: Sword and Sorcery, o grande destaque de Elden: Path of the Forgotten vai para a forma como a história é contada, sem qualquer tipo de artifícios narrativos, apenas através da observação do mundo envolvente. A direção artística “pixel art” e a perspetiva 2D isométrica conferem a Elden: Path of the Forgotten uma certa personalidade. Em certos momentos lembra Another World, conhecida obra do início dos anos 90. Sem grande alarido, a banda sonora sóbria cumpre o papel com distinção.

Parco em elementos vistosos, o jogo arranca com um curto vídeo que mostra a mãe de Elden a entrar num portal sombrio. A partir desse momento os segmentos do enredo são apresentados sob a forma de frases curtas ou pistas encontradas ao longo dos cenários. Um conceito interessante e que abre portas à exploração entre vagas de inimigos, mas constrangido pela navegação algo confusa. O próprio mundo de jogo não oferece a magia e as informações que nos façam ficar agarrados à espera de surpresas. O movimento lento da personagem também não incentiva a uma exploração em profundidade.

Rapidamente o foco vira-se para o sistema de combate simples e exigente. Se inicialmente o jogador se vê limitado a uma simples espada, são adicionadas novas armas com o tempo, tal como outras habilidades mágicas. A estratégia de combate é fundamental e tal como acontece em Dark Souls, não basta bater em tudo o que mexe. A abordagem aos inimigos define o sucesso (ou insucesso) dos combates. Atacar e desviar-se estão sempre de mãos dadas, sendo de máxima importância o controlo da energia. Quando esta se encontra esgotada, é inevitável ser-se atingido e a morte é uma quase certeza. Embora com uma camada tática, o passar do tempo revela uma repetição excessiva das mecânicas da jogabilidade.

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO
6 10 0 1
Com uma identidade própria transmitida por uma direção artística “pixel art” que faz lembrar a geração 16-bit, jogar Elden: Path of the Forgotten é sobretudo um exercício de paciência. O combate é exigente mas demasiado lento e a navegação é confusa. Boas ideias prejudicadas por algumas falhas na execução do produto final.
Com uma identidade própria transmitida por uma direção artística “pixel art” que faz lembrar a geração 16-bit, jogar Elden: Path of the Forgotten é sobretudo um exercício de paciência. O combate é exigente mas demasiado lento e a navegação é confusa. Boas ideias prejudicadas por algumas falhas na execução do produto final.
6/10
Total Score

Pontos positivos

  • Ambiente visual com personalidade
  • Combate que exige alguma estratégia

Pontos negativos

  • Navegação confusa
  • História mal explicada

Nuno Nêveda

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.

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