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Gamescom 2025 – apresentação de Bubble Bobble: Sugar Dungeons com Tomohito Oka da Taito

A série Bubble Bobble não precisa de apresentações. Quase 40 anos depois do jogo original para as salas de arcada e seis anos desde o último Bubble Bobble original que teve uma versão para Nintendo Switch (Bubble Bobble 4 Friends, em 2019), a Taito traz-nos mais uma obra, desta vez sob o nome de Bubble Bobble: Sugar Dungeons. A convite da Arc System Works, foi possível experimentar o novo jogo da série na sua versão Nintendo Switch na Gamescom 2025 e conversar com Tomohito Oka da Taito, responsável pelo desenvolvimento de Sugar Dungeons.

Tal como aconteceu com os outros Bubble Bobble, este Sugar Dungeons é um jogo de plataformas onde a nossa personagem, o adorável dragãozinho Bub, sopra bolhas para apanhar os inimigos que aparecem ao longo dos níveis e utiliza essas mesmas bolhas como forma de atingir os objetivos de cada nível. Onde Sugar Dungeons se destaca é na adoção de uma estrutura “roguelite”, onde cada nível é gerado no momento e assume uma configuração diferente cada vez que jogamos. De acordo com Tomohito Oka, esta é uma forma de estender a durabilidade da experiência e manter os jogadores interessados além da duração convencional do jogo, onde conhecemos os níveis após algumas tentativas.

Imagem: Arc System Works

Sugar Dungeons conta também com um sistema de progressão que recompensa o jogador de acordo com o desempenho em cada nível, podemos então utilizar os pontos de experiência para desenvolver as capacidades de Bub e obter itens mais avançados para fazer face a inimigos mais difíceis e que podem requerer, por exemplo, fazer uma cadeia de bolhas para saltarmos a caminho do fim do nível ou abrir percursos que se encontram bloqueados por inimigos. Segundo Tomohito Oka, os níveis gerados aleatoriamente permitem manter um certo equilíbrio de dificuldade, que pode atingir um desafio bastante elevado à medida que avançamos e foi mesmo um dos principais desafios durante o desenvolvimento do jogo. Segundo o produtor, esta é também uma forma de o jogo se distinguir dos seus predecessores enquanto mantém o espírito da série intacto. Por outro lado, Sugar Dungeons é um jogo para apenas um jogador, já que implementar um sistema de multijogador local ou online seria demasiado complexo no formato “roguelite”.

O nome Sugar Dungeons dá-nos mais uma pista: o ambiente nos níveis é feito com base em doces e os cenários são constituídos por bolos e pastelarias enormes e a direção artística extremamente colorida coloca os jogadores num ambiente bastante amigável, o que acaba por ir um pouco contra o que normalmente associamos a jogos “roguelike” e “roguelite”. Não se trata de um jogo que leve a Nintendo Switch ao seu limite e foi possível constatar que Sugar Dungeons porta-se muito bem, quer do ponto de vista do desempenho audiovisual, quer do ponto de vista dos controlos. O jogo decorre de forma suave e sem tropeções quando jogado no ecrã da Switch, e a banda sonora contribui de forma muito competente para nos manter dentro do ambiente visual. A jogabilidade é aliás bastante dinâmica e cada vez que jogamos, ficamos com a impressão que aprendemos mais e mais, sinal de um bom “roguelite”. Como habitual nestas sessões em eventos, é sempre no momento em que avançamos mais que nos damos conta da falta de tempo. Não há qualquer dúvida: Sugar Dungeons é um jogo viciante e onde é possível passarmos muito tempo a dizer “só mais uma vez…”. O formato da Nintendo Switch é um bom aliado, segundo Tomohito Oka, pela facilidade com que permite trazer o jogo para qualquer lado – é um jogo que assenta que nem uma luva a uma experiência portátil.

Imagem: Arc System Works

Tratando-se de uma série com um percurso tão longo e dada a importância do segmento “retro” nos videojogos, é inevitável levantar a questão: o jogo visa mais o público de longa data ou um público mais recente que eventualmente não conheça a série Bubble Bobble? Segundo Tomohito Oka, o objetivo é mesmo conquistar os dois segmentos, já que existem muitos fãs dos jogos anteriores que vão aqui ter um novo desafio graças à sua natureza “roguelite”, enquanto jogadores recém-chegados, sobretudo mais jovens, podem ser cativados pela sua aparência e descobrir a sua estrutura de plataformas “roguelite”. Como bónus, Bubble Bobble: Sugar Dungeons vai também incluir uma conversão de Bubble Symphony, jogo que se estreou nas salas de arcada em 1994 e que teve direito a uma versão doméstica para a Sega Saturn em 1997 – será esta, aliás, a versão aqui incluída. E se Sugar Dungeons é um jogo apenas para um jogador, Bubble Symphony permite uma experiência cooperativa a dois jogadores.

Bubble Bobble: Sugar Dungeons chega à Nintendo Switch no dia 27 de novembro de 2025.

João Dias

Apreciador de jogos de outras épocas, não diz que não a uma boa obra dos nossos tempos. Diz-se que é por ele que passam os textos antes da publicação, o que significa que é uma espécie de boss final da escrita para os outros membros da equipa.

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